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Bolsas europeias registam queda com petróleo a subir 3%

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Bolsas europeias registam queda com petróleo a subir 3%

A s principais bolsas europeias acentuavam a tendência de baixa devido à subida de mais de 3% do petróleo e à considerável queda das tecnológicas na Ásia, depois de novos ataques a navios na zona de Ormuz e na Arábia Saudita.

As bolsas de Paris, Madrid e Milão recuavam mais de 1%, respetivamente 1,12%, 1,65% e 1.64%, enquanto mais moderadamente Londres e Frankfurt desciam 0,28% e 0,77%.

A bolsa de Lisboa também mantinha a tendência da abertura, com o principal índice, o PSI, a cair 0,77% para 9.302,20 pontos.

O euro invertia a tendência da manhã face ao dólar e mantinha-se acima de 1,12 dólares, mas a desvalorizar-se 0,24% para 1,1205 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt.

Segundo o Renta4 Banco, citado pela Efe, Israel e os Estados Unidos estão a considerar novos ataques contra o Irão depois das eleições de meio de mandato nos EUA (no próximo dia 03 de novembro) com o barril de petróleo Brent a subir a esta hora 3% para 112,08 dólares e o West Texas Intermediate 2,21% para 99,30 dólares.

O preço do contrato ativo de gás natural no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, avançava 2,44% para 89,56 euros por megawatt-hora (MWh).

Também influenciava nas praças do Velho Continente, a queda hoje das praças asiáticas devido ao mau desempenho do setor tecnológico, apesar da boa recepção inicial dos resultados da Meta.

Assim, Seul caiu 3,52% (o Banco da Coreia do Sul manteve as taxas em 3%), Hong Kong 3,03% (o desemprego no terceiro trimestre subiu uma décima, para 3,9%), Tóquio 2,65% e Xangai 1,48%.

Os futuros dos índices norte-americanos registam perdas de 0,57% para o Dow Jones e de 1,60% para o tecnológico Nasdaq, depois de terem terminado respetivamente a ganhar 0,69% e 1,05% na quarta-feira.

Além da subida do petróleo e das dúvidas sobre a rentabilidade dos investimentos das empresas em inteligência artificial, voltava a pesar no mercado o aumento dos juros das dívidas de alguns países na Europa.

Os juros da dívida francesa a 10 anos subiam para 5,087% (um máximo desde 2002), devido à "complicada situação político-orçamental do país e às dificuldades para avançar com os orçamentos de 2027, ao que se poderia somar uma revisão em baixa de 'rating' - classificação de crédito - por parte da Moody's na sexta-feira", refere a Renta4, citada pela Efe.

No entanto, o rendimento da dívida alemã a longo prazo descia para 3,348%, devido às compras dos investidores em busca de títulos "refúgio".

Neste contexto, o prémio de risco de França, o diferencial dos juros a 10 anos em relação aos da Alemanha, continuava a subir, para 172,9 pontos base, em máximos dos últimos 15 anos e acima dos de Itália, Espanha, Grécia e Portugal.

Os investidores vão estar atentos hoje à tarde aos dados semanais de pedidos de subsídios de desemprego nos Estados Unidos, à confiança dos consumidores da zona euro deste mês e a alguns resultados empresariais (Blackstone e Procter&Gamble).

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Economia.

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