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"Não vai ser sempre sem sofrer, sempre a marcar cedo..."

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"Não vai ser sempre sem sofrer, sempre a marcar cedo..."

Quando entrou, mexeu. Marco Silva foi explicando que Claudio Echeverri era uma mais-valia no plantel do Benfica para esta temporada apesar de ter chegado nos últimos dias de mercado mas que estava ainda num processo de perceber algumas dinâmicas da equipa. Em pouco mais de 20 minutos, mostrou o porquê dessa confiança: nunca se escondeu, teve duas jogadas com finta curta que conseguiram desmontar a organizada defesa do Gil Vicente e deixou bons apontamentos na estreia que não passaram ao lado dos adeptos.

“É claramente um jogador de corredor central. Poderá jogar atrás do avançado, como terceiro médio na nossa estrutura, naquela zona central. Tem-se falado de que poderá jogar por fora, mas não foi, de todo, a nossa opção quando olhámos para ele, não é nessa função que ele pode render mais. Ele é claramente um jogador de corredor central. Pode ser o terceiro médio ou jogar um pouco mais liberto com segundo avançado. É essa a função para a qual ele foi contratado. Terá de lutar bastante para ganhar o seu espaço e conhecer as nossas dinâmicas mas é um jogador tecnicamente evoluído”, tinha explicado Marco Silva por altura da chegada do argentino. Tudo se confirmou. O que é isso teve também de bom? “Soltou” aquele que é nesta fase o grande génio de toda a manobra ofensiva dos encarnados, Gianluca Prestianni.

“Gostei bastante da estreia do Echeverri. Não temos tido muito tempo para treinar, com viagens e jogos. Não teve uma semana completa para treinar connosco e perceber algumas dinâmicas. Tem sido com vídeo, com análise, mas sabemos a qualidade que tem e num momento difícil do jogo ele entrou e trouxe tranquilidade, não ter medo de arriscar. Quando recebe entrelinhas, tem qualidade. Sentimos que precisávamos de um jogador muito criativo naquele momento para chegar à área e continuar a fazer o que estávamos a fazer com o Andreas e o Prestianni”, comentou Marco Silva depois do triunfo com o Gil Vicente, que acabou por ser sentenciado por outro argentino, Prestianni, que quando passou para a esquerda fez toda a diferença.

“Mesmo em termos defensivos o Gil Vicente não nos surpreendeu, esperávamos que um dos alas fechassse numa linha de cinco e jogassem em 5x4x1 sem bola. Foi o que aconteceu. Estávamos à espera. Os problemas que nos criaram até foi mais na primeira fase de construção deles. Em alguns momentos colocam muita gente aí e os nossos momentos de pressão não estavam tão eficazes como deviam e como normalmente estão. Em alguns momentos foram quebrando a pressão. Em termos de calor, houve condições difíceis para manter uma intensidade alta com e sem bola. Mesmo no pontapé de baliza contra nós falhámos algum timing de presssão. Ganharam confiança, é uma equipa com qualidade a sair. Nesse primeiro momento quebrou alguns momentos a pressão”, começou por analisar o técnico dos encarnados em declarações à BTV.

“Entrámos bem no jogo, tivemos primeiros momentos bons de chegada no corredor direito, acabou por não acontecer o golo da nossa parte. Num momento em que recuperámos bem a bola, acabámos por entregar mal. É o pior que pode acontecer a uma equipa: trabalhas forte para ganhar, entregas mal a bola.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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