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18h.MP investiga diretor da PJ por abuso de poder

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18h.MP investiga diretor da PJ por abuso de poder

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Vamos ao Jornal das 6 com Vasco Maldonado Correia. Vasco, começamos com uma notícia de última hora. O Ministério Público está a investigar o atual diretor nacional da Polícia Judiciária por abuso de poder e também falsas declarações em tribunal.

Notícia que está a ser avançada pelo semanário Expresso. O gabinete de Amadeu Guerra confirma a instauração de um inquérito depois de uma denúncia apresentada por um coordenador da PJ contra o atual diretor, Carlos Cabreiro, acusado de ter negado, no julgamento de Rui Pinto, a existência de uma escuta que afinal terá sido feita. Temos conosco em estúdio o relator principal do Observador, Luís Rosa. Luís, este é um caso grave e que consequência pode ter, a confirmar-se, para Carlos Cabreiro?

Para já é uma investigação. Ela está confirmada oficialmente pela Procuradoria-Geral da República. Atenção que foi apresentada uma queixa, é irrelevante de quem foi, mas foi por um coordenador da Polícia Judiciária, já lavrou através deste coordenador chamado David Freitas. Os crimes são públicos, é um crime de abuso de poder, um crime de falsas declarações e, portanto, é obrigatória a abertura do inquérito criminal. O facto de o Ministério Público abrir este inquérito não significa por si só que se lavra alguma acusação. Significa que cumpriu a lei, porque o Ministério Público é obrigado a abrir o inquérito para investigar esta denúncia. Em segundo lugar, os factos que estão aqui em cima da mesa são graves. Sim, é verdade. Está em causa a possibilidade de o Carlos Cabreiro, então diretor da unidade que investigava Rui Pinto, ter eventualmente, e de acordo com esta denúncia, recorrido a meios ilegais. Ou seja, em tribunal, o Carlos Cabreiro e outros elementos da Polícia Judiciária testemunharam no julgamento de Rui Pinto que um encontro que foi muito importante para identificar Rui Pinto como o hacker que estava por trás de muitas das situações que estavam a ser investigadas, que esse encontro não tinha sido alvo de nenhuma espécie de vigilância eletrónica, seja de escutas ambientais, seja de escutas telefónicas. Ora, o David Freitas, que é um coordenador da Polícia Judiciária, descobriu documentação no decorrer do seu trabalho que põe em causa, alegadamente, essas declarações prestadas em tribunal. É importante recordar que David Freitas tem um interesse pessoal nesta matéria, por uma razão: Carlos Cabreiro afastou a mulher de David Freitas, o coordenador que fez a denúncia, que é também inspetor da Polícia Judiciária, e essa senhora está a ser julgada por um alegado crime de falsas declarações em tribunal. Portanto, o denunciante tem aqui um interesse pessoal em denunciar Carlos Cabreiro.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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