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Fofinhas, docinhas, mas não inofensivas. As gomas da moda não são para toda a gente

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Fofinhas, docinhas, mas não inofensivas. As gomas da moda não são para toda a gente

Quantas vezes já se deparou nas redes sociais com fotografias de gomas coloridas junto a pratos saudáveis? Ou estrategicamente colocadas na mesinha de cabeceira junto de um copo de água? Ou até de uma mão com uma dúzia delas, todas de cores diferentes e a pedir para serem devoradas? Possivelmente muitas. As vitaminas em formato goma não são novidade, mas estão a tornar-se estrelas online, com códigos de desconto à mistura e um sem-fim de promessas.

“A vitamina em formato de cápsula não é tão sexy”, começa por dizer Conceição Calhau, professora na NOVA Medical School, que lamenta que estejamos perante “uma questão de marketing e adesão”, pois os suplementos podem, na verdade, ser aliados. “Se há uma deficiência de um micronutriente, de um composto bioativo, faz sentido tomar um suplemento. Mas muito importante na suplementação é a quem se destina, para quem se destina. E também a fórmula, se é segura, estudada, estável, biodisponível”, continua a especialista em Nutrição , que lamenta que haja duas “posições de extremos” sobre a suplementação, “os que dizem que os suplementos são uma treta e os que dizem que resolvem todos os males. Nem uma coisa, nem outra”.

Mas o que se vende online é a resolução para tudo e mais alguma coisa. E as redes sociais têm aqui um papel determinante e um efeito contágio. E é isso o que preocupa os especialistas, pois, seja em formato goma, cápsula, comprimido ou pó, os suplementos vitamínicos não devem ser tomados sem orientação clínica, apesar de serem de venda livre.

“A suplementação pode ser extremamente útil quando existe uma indicação clínica e evidência científica que sustente a sua utilização, na dose adequada. O problema começa quando queremos transformar a suplementação em questões universais, a tentar vender para todos” como acontece com as gomas vitamínicas, diz Ana Margarida Pinto, professora auxiliar da FMUL e investigadora integrada no Centro Cardiovascular da Universidade de Lisboa (CCUL), onde lidera a Unidade de Nutrição e Saúde Cardiovascular, defendendo que, antes de suplementar, é necessário avaliar a saúde e o estilo de vida da pessoa, “o sono, a alimentação, o stress, a atividade física”. “Só depois é que vemos se poderá ser útil ou não”, sob a pena de estarem simplesmente a desperdiçar dinheiro, até porque falamos em embalagens que rondam os 30 euros e que dão apenas para um mês - e as próprias empresas dizem que são necessários, pelo menos, três meses para que sejam notados os efeitos. E isto se a pessoa tomar apenas um suplemento, há quem tenha um arsenal em casa. “Acredito que, na grande maioria dos casos, e não havendo indicação clínica, é desperdiçar dinheiro. As pessoas começam a investir nesses produtos sem saber o que estão a tomar.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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