Custo de vida no Parlamento. Do IVA zero aos descontos nos combustíveis. As propostas e a discussão
O Parlamento discute hoje, em debate agendado pelo Chega, 14 iniciativas para aliviar o aumento do custo de vida, com o Governo a avisar para o impacto nas contas públicas.
O ministro das Finanças alertou que a aprovação destas medidas poderia levar o país a uma situação de défice orçamental.
A discussão Chega O debate no Parlamento começou quente, com André Ventura a abrir a discussão a criticar a ausência do Governo.
Diz que os impostos estão “extraordinariamente elevados” e que é “triste” o Executivo ter “um lugar melhor onde estar”, lembrando que o primeiro-ministro está numa gala de futebol.
Acusa PS e PSD de estarem focados em “sacar” para servir os interesses partidários, defende o IVA dos combustíveis na taxa intermédia e o IVA zero no cabaz alimentar, e garante que, no final da votação, se saberá quem “andou em conversa o ano inteiro” mas votou contra.
Pouco depois, Ventura fez uma proposta ao PS: se os socialistas viabilizarem a descida do IVA dos combustíveis proposta pelo Chega, o Chega mostrará reciprocidade e viabilizará a recomendação do PS no mesmo sentido.
Aproveitou para citar José Luís Carneiro, que terá dito que, se o IVA não desce, a culpa é do Chega, da IL e do PSD, e acusou o PS de ter feito um acordo com o PSD para não baixar os impostos sobre os combustíveis.
Numa resposta às interpelações dos outros partidos, André Ventura começou por Hugo Soares, que o tinha chamado “aldrabão”.
O líder do Chega recusou responder no mesmo tom e devolveu a acusação ao Governo, dizendo que é o Executivo que se parece com Sócrates, por vender uma imagem otimista do país enquanto vai ao bolso dos portugueses.
Para Ventura, a verdadeira “aldrabice política” é afirmar que o país está melhor sem baixar os impostos, limitando-se a aconselhar as pessoas a partilhar boleia ou a poupar combustível.
Acrescentou que Montenegro está muito mais próximo de Sócrates do que ele.
Sobre a sua proposta, explicou que só entra em vigor no próximo ano por causa da norma-travão, que impede despesas não previstas no Orçamento do Estado, e defendeu que uma descida, mesmo tardia, é melhor do que nada.
Por fim, comparou o esforço do Chega, que apresentou três projetos de lei, com o da IL, que se ficou por uma recomendação.
Andrá Ventura critica o PS por não querer aprovar a proposta de baixar os combustíveis em janeiro.
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