Assaltos a museus estão a tornar-se mais violentos
Os assaltos a museus estão a tornar-se mais agressivos, com os criminosos a utilizarem ferramentas como marretas, explosivos e armas de fogo para invadir as instalações e intimidar os funcionários.
Esta é uma das conclusões de um estudo da Europol divulgado esta segunda-feira, 24 de agosto, o qual sugere o envolvimento de novos criminosos com perfis diferentes.
Esta força policial europeia realça que se verifica uma mudança nos métodos e alvos dos furtos em museus por toda a Europa.
Além de se verificar o aumento da violência, constata-se que há um foco crescente em artigos de alto valor, como metais preciosos, pedras preciosas e artefactos de importância cultural.
“Casos recentes relatados por autoridades nacionais mostram um uso crescente da força durante roubos em museus.
Os responsáveis estão a entrar nos edifícios e nas montras através de ferramentas como martelos, machados, pés-de-cabra e, nalguns casos, explosivos”, diz o relatório deste estudo, que cita casos recentes de assaltos, como o do Louvre, em Paris.
"Para aceder aos artefactos visados, os ladrões partiram uma janela e ameaçaram guardas e visitantes.
Destruíram as montras da Galeria Apollo e roubaram jóias avaliadas em cerca de 88 milhões de euros", lê-se.
Quatro assaltantes, oito joias roubadas e uma coroa com mais de 1300 diamantes deixada para trás.
O que se sabe do assalto ao Louvre O relatório refer ainda um assalto ao museu de arte Cognacq-Jay, em França, em 2024, levado a cabo por quatro suspeitos encapuzados, equipados com tacos de basebol e machados, e um outro ao museu de Assen, nos Países Baixos, em que os criminosos conseguiram entrar detonando explosivos à porta.
Segundo a Europol, este novo recurso à violência “pode indiciar o envolvimento de autores com um novo perfil, distinto dos que tradicionalmente se envolviam em crimes contra a propriedade cultural”.
“Ao invés dos traficantes de bens culturais, que normalmente evitam a violência e se especializam em crime de propriedade organizado ou roubo de bens culturais, estes indivíduos costumam ter históricos de envolvimento noutro tipo de crimes”, diz a Europol.
Segundo esta força policial, os ladrões estão a concentrar-se cada vez mais em metais preciosos, pedras preciosas e artefactos de importância cultural, impulsionados pela elevada procura do mercado e pela facilidade de revenda ilícita.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.