"Purga" ou "quebra de confiança"? A nova polémica do MAI (e as reações)
Prestes a completar oito meses no cargo, Luís Neves vê-se envolvido numa nova celeuma.
Agora, motivada por graves divergências na gestão e fiscalização da rede de comunicações de emergência SIRESP com o (ex-) secretário-geral do Ministério da Administração Interna (MAI), Ricardo Carrilho.
O ambiente de "cortar à faca" no MAI já dura há algum tempo, mas o caso escalou ontem, segunda-feira, 12 de outubro, com a demissão de Ricardo Carrilho por decisão do ministro, abrindo uma troca de acusações diretas entre as duas partes.
Num comunicado enviado às redações, depois de o jornal Expresso ter revelado que a relação entre a secretaria-geral do ministério e Luís Neves estava "tensa", devido a "divergências totais sobre o controlo da rede SIRESP e a capacidade do Estado em garantir a fiscalização, ou sequer conhecer os resultados operacionais da empresa", o MAI anunciou o afastamento do secretário-geral, justificando a decisão com a necessidade de uma "reorganização da estrutura".
O demitido não se deixou ficar e conta outra história.
A versão e acusações de Ricardo Carrilho Num artigo de opinião publicado no semanário Expresso , Ricardo Carrilho classificou o seu afastamento como "um ato de retaliação" por querer "cumprir a lei e proteger o dinheiro público".
Para o agora ex-secretário-geral, quem o faz, no MAI e no Governo atual, "é punido", enquanto "quem protege o sistema e alimenta a inação é preservado".
Mais.
Carrilho alegou ter sofrido de uma ingerência política "asfixiante" e pressões para cometer irregularidades financeiras, incluindo pagamentos ao SIRESP, por parte do ministério tutelado pelo antigo diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ).
"Nunca fui alvo de tantas pressões ilegítimas e de uma interferência política tão asfixiante como no período em que exerci as funções de secretário-geral, sob a atual tutela de Luís Neves" , escreveu Ricardo Carrilho, revelando o que acredita ter ditado a sua "sentença política".
"No MAI, quem cumpre a lei é punido; quem alimenta a inação é preservado" O ex-secretário-geral do Ministério da Administração Interna (MAI), Ricardo Carrilho, considerou que a sua exoneração foi "um ato de retaliação", atirando que, "no MAI de Luís Neves, e no Governo atual, quem cumpre a lei e protege o dinheiro público é punido".
Notícias ao Minuto | 18:52 - 12/10/2026 "O verdadeiro 'crime' que ditou a minha sentença política foi justamente propor a extinção da SIRESP SA, uma empresa pública, que se se transformou num sorvedouro de dinheiros públicos, e num intermediário burocrático de luxo" , atirou, lembrando que "a auditoria interna provou que a SIRESP SA recebe do Estado uma indemnização compensatória média de 26 milhões de euros anuais, desde 2021, mas o custo efetivo do funcionamento da rede, não passa dos 14,8 milhões".
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - País.