Porto. Autarca quer concretizar até final do ano plano contra insegurança
"T ive uma reunião com o próprio primeiro-ministro em maio, em que delineámos uma estratégia, um plano. Aqui na cidade, temos trabalhado de forma muito intensa, quer com a PSP, quer com a Polícia Municipal, para também operacionalizarmos um plano operacional de intervenção no terreno, que está a começar a ter os primeiros sinais, que vai intensificar-se agora em setembro e se vai concretizar mais para o final do ano, quando tivermos, também, mais efetivos policiais", afirmou Pedro Duarte (PSD-CDS-IL).
O autarca falava à margem de uma visita à Feira do Livro do Porto, acompanhado pela ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, tendo sido questionado sobre números provisórios divulgados esta semana pela direção nacional da PSP.
Nesses dados, facultados à agência Lusa, fica patente um aumento de 10,9% da criminalidade geral na área do Comando Metropolitano do Porto, face ao mesmo período do ano passado, e a diminuição em 8,4% da criminalidade violenta e grave.
Os crimes detetados pela proatividade policial (no âmbito da atividade quotidiana da própria polícia) representaram um aumento de 17,5%.
Questionado sobre se o plano já está no terreno, o autarca disse que sim, "em certo sentido", e que "quem vive na cidade, se calhar, já percebeu que a presença policial é agora muito superior".
"A intervenção junto de áreas onde o tráfico de droga é mais intenso e onde situações de consumo na rua também são evidentes. (...) Temos tido já uma intervenção muito ativa e vamos continuar a intensificá-la, de uma forma que, por razões de segurança, não podemos antecipar nem divulgar excessivamente", acrescentou.
Pedro Duarte elogiou ainda o "trabalho muito sério" da PSP e da Polícia Municipal em prol de "gradualmente alterar a circunstância na cidade do Porto", essencialmente relacionada "com o tráfico de droga".
Lembrando que foi "muito criticado" há um ano, em campanha eleitoral, por mencionar o problema da "disseminação de pequena criminalidade que tem impacto muito grande, inaceitável, na vida das pessoas", considerou que os números agora divulgados comprovam a realidade de que então falava.
"O aumento da criminalidade geral no Porto é quatro vezes superior ao de de Lisboa [aumentou 2,9%]. (...) Espero que o poder central, que tem tido como critério único de que novos recrutamentos para a Polícia de Segurança Pública fiquem em Lisboa - há décadas que é assim, vão todos para Lisboa -, perceba que o país não é Lisboa, o país é muito mais do que Lisboa. Portanto, com este intuito de nós percebermos que se o centralismo sufocante deste país nos der um bocadinho de espaço para respirarmos, o Porto vai encontrar respostas para resolver os seus problemas", atirou.
O também presidente da Área Metropolitana do Porto reforçou a vontade de reforçar a Polícia Municipal em cerca de 80 efetivos, um "processo que está a decorrer", em fase final, prevendo que possam ser incorporados até final do ano, e quanto à PSP ficou identificada a incorporação futura, também em dezembro, de "mais 200 polícias no Comando Metropolitano do Porto".
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