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Economia

Leilão da antiga fábrica da Tupperware termina sem venda e propostas vão ser reapreciadas

Jornal Económico ·
Leilão da antiga fábrica da Tupperware termina sem venda e propostas vão ser reapreciadas

A antiga fábrica da Tupperware em Montalvo, no concelho de Constância, não encontrou hoje comprador em leilão, com as principais propostas apresentadas a ficarem muito abaixo dos valores base definidos pela comissão de credores, sendo as ofertas remetidas para reapreciação.

A venda da unidade industrial arrancou pelas 15h00, através da leiloeira Avalibérica, com um preço base de 10 milhões de euros para a alienação da fábrica na sua totalidade.

Nesta primeira fase não foi apresentada qualquer proposta pelo valor definido, embora tenha sido licitada uma oferta que atingiu os 3,8 milhões de euros.

A proposta foi, contudo, recusada pela comissão de credores.

O processo avançou depois para uma segunda fase, que previa a venda separada dos bens imóveis e dos bens móveis da antiga unidade industrial.

Para os imóveis, colocados à venda por um valor base de 5,4 milhões de euros, foi apresentada uma proposta de 2,5 milhões de euros.

Já para os bens móveis, cujo valor base ascendia a 4,5 milhões de euros, a licitação terminou nos 1,2 milhões de euros.

Também estas propostas foram recusadas pela comissão de credores.

Perante a ausência de ofertas consideradas suficientes, o leilão avançou para uma terceira fase, destinada à venda dos ativos lote a lote.

Durante esta etapa foram apresentadas várias propostas para diferentes lotes, embora todas abaixo dos respetivos valores-base.

Face a essa situação, a comissão de credores interrompeu temporariamente os trabalhos para analisar as ofertas recebidas, tendo decidido que as propostas apresentadas serão reapreciadas posteriormente, em sede própria, cabendo então aos credores decidir sobre a eventual aceitação das ofertas ou a realização de um novo leilão.

Em declarações à Lusa, o administrador da insolvência, Jorge Calvete, reconheceu que o resultado do leilão ficou aquém das expectativas, uma vez que “não foram atingidos os valores pretendidos pela comissão de credores”.

O responsável adiantou, contudo, que a melhor oferta apresentada na primeira fase, de 3,8 milhões de euros pela globalidade da unidade industrial, “poderá vir a ser reapreciada”, uma vez que as propostas apresentadas na fase seguinte para os imóveis e para os bens móveis totalizaram apenas 3,7 milhões de euros.

Sobre a interrupção da terceira fase do leilão, explicou que, após as primeiras verbas colocadas à venda, se verificou que os valores oferecidos rondavam “cerca de 25%” dos preços-base.

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