As notícias das 15h
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Vamos às notícias. Os resultados dos testes PISA têm consequências políticas e econômicas, uma ideia transmitida hoje pelo presidente da República. António José Seguro está preocupado com os dados que mostram um declínio nos hábitos de leitura e no interesse para a literatura.
Pegou nesses dados para dizer que é preciso um regresso aos livros. António José Seguro falou no encerramento do Book 2.0, uma iniciativa da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros. Aconteceu ao final desta manhã este discurso. O jornalista Vasco Maldonado Correia acompanhou essas palavras de António José Seguro, em que o presidente da República garante que, se não existir um regresso aos livros, a consequência pode mesmo ser um retrocesso civilizacional.
Os dados estão cá fora e trazem desafios e problemas que preocupam o presidente da República.
Os estudos PISA, recentemente conhecidos, disponibilizam dados para identificar alguns desses problemas, nomeadamente a diminuição da taxa de literacia, bem como em muitos países desenvolvidos, o abandono da leitura como fonte de prazer ou como atividade cultural dominante.
Com o abandono da leitura em geral, vem o declínio das competências cognitivas, o declínio da literacia em ciência ou em matemática.
Há anos eram os intelectuais ou os profissionais das bibliotecas que se preocupavam com este declínio. A situação é tão exigente que foram algumas das principais publicações globais sobre economia e política a consagrar bastante espaço ao assunto, precisamente porque são também o futuro da economia e o futuro das nossas sociedades que estão em risco.
Porque o resultado dessa crise de leitura e de literacia não é apenas a perda de informação e inteligência, mas o empobrecimento da nossa experiência como seres humanos, ou seja, a perda de interesse pelo trabalho, sobretudo pelo trabalho criativo, e a perda de entusiasmo pela vida em comunidade. Acrescento ainda, uma perda de interesse pela história, que é um pecado das sociedades que desprezam as suas raízes e as páginas da sua genealogia.
40 anos depois da criação da rede da leitura pública, é necessário um novo impulso nas políticas de educação para a leitura e para o enriquecimento cultural. Isso fará de nós uma nação que lê. É um trabalho que diz respeito à escola em primeiro lugar, mas também à família e a cada um de nós, portugueses.
António José Seguro, no encerramento da edição deste ano do Book 2.0, uma iniciativa promovida pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros.
António José Seguro, preocupado com os resultados dos testes PISA. A partir de amanhã, no Palácio de Belém, a Festa do Livro. António José Seguro quis também promover esse evento.
A proposta do Chega para criar uma comissão de inquérito a Luís Neves foi rejeitada pelo presidente da Assembleia da República. Ainda assim, José Pedro Aguiar Branco aceitou uma iniciativa semelhante do Juntos pelo Povo.
Mas a proposta do Chega era potestativa, criava automaticamente a comissão de inquérito.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.