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Contra "maldições", Macbeth regressa ao Teatro Nacional Dona Maria II

RTP Notícias - Cultura ·
Contra "maldições", Macbeth regressa ao Teatro Nacional Dona Maria II

Reduzido a cinzas há mais de 60 anos, o palco da Sala Garrett volta a ser o espaço cénico do clássico Macbeth .

Traduzida pelo encenador Pedro Penim, esta peça de Shakespeare, marcada pela assombração do incêndio de 1964, é o ato inaugural do Teatro Dona Maria II.

No intervalo de um dos últimos ensaios antes da estreia, o também diretor artístico do Teatro Nacional Dona Maria II admitiu a ousadia de desafiar o destino ao escolher uma obra considerada amaldiçoada para a reabertura do edifício.

Macbeth estava em cena a 2 de dezembro de 1964, quando o fogo deflagrou e destruiu o palco e praticamente todo o edifício.

“O Macbeth não só é uma peça absolutamente icónica e muito relevante na dramaturgia mundial.

É uma das peças mais conhecidas de William Shakespeare, por isso é nossa missão pública também dar vida a estes clássicos do teatro” , disse Pedro Penim à RTP Notícias.

O encenador reconheceu que teve peso na escolha o facto de ser “uma peça que tem uma particularidade bastante interessante na relação com a história do próprio teatro porque era a peça que estava em cena, quando este teatro em 1964, ardeu por completo”.

“Ficou uma espécie de trauma na história do teatro” , gracejou, ao lembrar que o teatro “ficou reduzido a cinzas”.

A verdade é que “nunca mais se fez esta peça, porque se acredita que é também uma peça maldita e que está cheia de superstições” .

Há mesmo quem acredite que “sempre que se faz esta peça, alguma coisa acontece”.

“Decidi desafiar, não só o destino, como fazer aqui um paralelismo com a história do próprio teatro”, justificou o diretor artístico.

Visto ser a reabertura do Teatro Nacional , após três anos encerrado, e estar a comemorar-se os 180 anos de história, o objetivo era encontrar uma peça que pudesse também “ter todas estas dimensões em conjunto”.

Pedro Penim garante não ter medo das assombrações nem teme superstições.

“Mas também não quero ser completamente cético, para ganhar e continuar a ter algum respeito àquilo que é uma tradição teatral muito forte.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rtp.pt — o conteúdo pertence a RTP Notícias - Cultura.

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