Macklemore afastado da digressão de Ed Sheeran nos EUA
Macklemore já não vai atuar nos restantes concertos da Loop Tour de Ed Sheeran nos Estados Unidos, depois de ter defendido a causa palestiniana durante um concerto no MetLife Stadium, em Nova Jérsia. Estava previsto que o rapper norte-americano abrisse oito dos dez concertos da digressão, que será retomada a 19 de setembro em Filadélfia.
“Fomos notificados pelos locais nas próximas datas da digressão nos EUA que não permitirão um concerto com Macklemore no alinhamento, o que resultaria no cancelamento da digressão e impactaria centenas de milhares de fãs . Após discussões com as partes interessadas, Macklemore não irá atuar nas restantes datas de apoio”, afirmou a promotora da digressão de Ed Sheeran, Messina Touring Group, num comunicado enviado à revista Rolling Stone .
Entre os locais que terão manifestado oposição ao regresso de Macklemore aos palcos estão estádios em Filadélfia e em Boston, Atlanta, Charlotte, Indianápolis, Dallas e Tampa, relatou o The Guardian .
Macklemore, que há muito se manifesta em defesa dos direitos dos palestinianos e dos habitantes de Gaza, afirmou durante a atuação de abertura no primeiro concerto da digressão de Sheeran, a 4 de setembro, que uma das principais razões que o levaram a aceitar participar na digressão foi poder subir a palcos como aquele e dizer publicamente duas palavras que considera muito importantes: “ Palestina livre” .
“Quero que estas palavras sejam ouvidas alto e bom som, para que as pessoas em Gaza e na Cisjordânia ocupada saibam que não nos esquecemos delas”, afirmou o rapper norte-americano durante o concerto, acrescentando que deixar de expressar o que pensa para preservar o seu próprio conforto e o do público seria o dia em que deixaria de merecer estar em palco.
Durante a interpretação de Hind’s Hall , tema cujo título homenageia Hind Rajab , uma menina palestiniana de seis anos morta pelo exército israelita em 2024, Macklemore exibiu imagens da devastação provocada pelos ataques israelitas em Gaza .
Na segunda atuação no MetLife Stadium, a 5 de setembro, Macklemore voltou a manifestar o seu apoio à Palestina e esclareceu, dirigindo-se aos membros judeus do público, que as críticas a Israel, ao apartheid e ao genocídio não eram dirigidas contra eles. “A minha mensagem é pela paz, pelo amor, para que todos os seres humanos sejam tratados com dignidade, respeito e igualdade”.
Os comentários, segundo o The Guardian , geraram críticas de várias organizações . O grupo StopAntisemitism acusou Macklemore de usar os concertos para promover “propaganda anti-Israel”, enquanto o Conselho Israelita-Americano pediu a sua saída da digressão.
Também a cantora P!nk se pronunciou sobre a polémica, esclarecendo que não defende o afastamento de Macklemore nem que o artista seja silenciado. “O que preciso é poder dizer, como mãe judia, ‘ isto assustou-me, e assustou pessoas que amo ’, sem que me digam que o nosso medo é apenas propaganda, e sem que me digam que sou de alguma forma tolerante com o genocídio só porque percebi isso?”, escreveu nas redes sociais .
Entretanto, Macklemore reagiu à sua saída da digressão.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.