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A Vuelta é Mas: Enric celebrou cada segundo até à história

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A Vuelta é Mas: Enric celebrou cada segundo até à história

“Sinto que me estás a cansar / De tanto te amar / Não percebo nada, o que está a acontecer? / Perdi-me pelo teu amor”.

Quando Miranda! lançou a música Despierto Amándote em 2025, à procura, em conjunto com Bailamamá, de representar Espanha na Eurovisão, não tinha imaginado que, no ano seguinte, ia entrar pela casa de todos os espanhóis ao início das tardes quentes de verão durante uma prova velocipédica de três semanas. Depois de ter subido ao palco do último Benidorm Fest, no qual foi quinta classificada, a cantora nascida na Argentina tornou-se a nova voz da Volta a Espanha, com a música que apresentou ao mundo a transformar-se no hino oficial desta 81.ª edição da corrida roja . Para lá de dar voz à Vuelta, a música acabou por ser um retrato perfeito dos últimos anos de Enric Mas, o líder da Movistar que vive o melhor momento da sua carreira aos 31 anos e que se vai coroar vencedor este domingo, em Granada, caso não aconteça um momento impossível que só o ciclismo pode proporcionar – que o diga Tadej Pogacar.

Foi em Espanha que, de forma natural, o ciclista nascido em Maiorca se mostrou ao mundo. Foi no seu país que alcançou os maiores resultados da sua carreira até este ano, com destaque para os quatro pódios da Vuelta (três segundos lugares e um terceiro) e a única vitória em Grandes Voltas, que tinha sido alcançada em 2018. Contudo, foi também ali que, depois de muito prometer, foi somando desilusões junto da fervorosa afición espanhola, que acreditava ser possível voltar ao topo do ciclismo com Mas. Não aconteceu e a relação entre ciclista e adeptos esteve longe de ser a melhor, até porque Enric também é conhecido por ser um atleta reservado, algo que o documentário El día menos pensado ( O dia que menos se espera , em Portugal), produzido pela Movistar, expôs, mas não conseguiu inverter.

Seguir as pisadas de Alberto Contador, Joaquim “Purito” Rodríguez ou Alejandro Valverde era algo que parecia impossível. Até chegarmos a 2026. Até Enric Mas chegar à Volta a Espanha que, por sinal, tem como mote de uma iniciativa destinada ao impacto social, cultural e humano La Vuelta es más (“A Vuelta é mais”). A época esteve longe de ser positiva para o espanhol depois de um ano em que contraiu uma tromboflebite na perna esquerda e despediu-se da competição durante a 18.ª etapa da Volta a França. Ao contrário do que tem sido habitual, Mas e a Movistar decidiram mudar a planificação para 2026 e, pela primeira vez desde 2018, o ciclista não esteve presente na Grande Boucle , optando por correr a Volta a Itália e, agora, a Vuelta. A presença no Giro foi modesta, culminando num 32.º lugar da geral e em três etapas em fuga, com destaque para o segundo posto em Chiavari. A partir daí, Mas começou a engrenar e, às portas da última Grande Volta do ano, foi quinto na Volta a Burgos.

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Há 23 dias, era impensável chegar-se ao dia de hoje sem se imaginar que as linhas anteriores fossem sobre Tadej Pogacar e mais um feito histórico do ainda campeão do mundo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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