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Quão mortal é a peste pneumónica? A doença que está a alarmar o mundo explicada em números

CNN Portugal ·
Quão mortal é a peste pneumónica? A doença que está a alarmar o mundo explicada em números

A Organização Mundial da Saúde revelou esta quarta-feira ter poucas respostas claras sobre a morte recente de uma funcionária de um instituto russo dedicado à investigação da peste. O óbito, o subsequente isolamento de centenas de colegas e contactos próximos, bem como os relatos de que um segundo funcionário poderá ter pneumonia, adensaram a preocupação global em torno de uma forma rara da doença.

Uma pessoa que trabalhava no Instituto de Investigação Antipeste da Sibéria e do Extremo Oriente, no sudeste da Rússia, morreu.

Surgiram também notícias de que um segundo funcionário do laboratório contraiu pneumonia de "causa indeterminada", adiantou na quarta-feira o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde.

A vítima mortal, de 28 anos, foi identificada pelo órgão de comunicação social regional independente Lyudi Baikala como Darya Shipilova.

Darya Shipilova deu entrada no hospital a 29 de setembro em Shelekhov, uma cidade a cerca de 19 quilómetros a sudoeste de Irkutsk, onde trabalhava. Três dias depois, a dois de outubro, acabou por falecer.

A Rospotrebnadzor, a agência russa que lida com doenças infeciosas, informou que a funcionária morreu de uma pneumonia de origem "desconhecida", desvalorizando as suspeitas de que o óbito estivesse relacionado com a sua atividade profissional.

A OMS revelou ter tido conhecimento de notícias locais sobre um incidente no laboratório a envolver a quebra de um tubo de ensaio. A diretora do departamento de Gestão de Epidemias e Pandemias da OMS, Maria Van Kerkhove, clarificou na quarta-feira ter apenas a informação veiculada pela comunicação social sobre a quebra do tubo e a consequente exposição.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, notou na quarta-feira que o governo russo realizou uma reunião a dois de outubro "porque suspeitavam que uma residente do Instituto de Irkutsk tinha contraído uma infeção perigosa".

A instituição de saúde internacional explicou ter tido conhecimento da doente através do uso de inteligência artificial na monitorização de notícias locais sobre doenças preocupantes.

Ao abrigo do direito internacional, a Rússia deveria ter comunicado o incidente no prazo de 24 horas. Após a OMS solicitar mais dados sobre a morte, a Federação Russa respondeu na terça-feira garantindo que "nenhum caso de peste foi reportado recentemente".

O governo de Moscovo declarou ainda ter colocado cerca de 200 pessoas que estiveram em contacto com a funcionária em quarentena ou sob vigilância apertada, revelou a OMS.

A OMS referiu ter pedido informações adicionais às autoridades russas, mas que ainda não obteve resposta.

Tedros Adhanom Ghebreyesus sublinhou a ausência de um cenário claro sobre o evento, o que impossibilita a realização de uma avaliação de risco completa.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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