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Economia

Famílias ‘emprestam’ 3,2 mil milhões ao Estado. Certificados do Tesouro ainda não convencem

ECO ·
Famílias ‘emprestam’ 3,2 mil milhões ao Estado. Certificados do Tesouro ainda não convencem

O Governo espera captar cerca de 3,2 mil milhões de euros junto das famílias para financiar o Estado no próximo ano , segundo a proposta de Orçamento do Estado que entregou esta quinta-feira na Assembleia da República.

O financiamento junto do retalho será obtido sobretudo por via dos populares Certificados de Aforro , cujas emissões líquidas de amortizações deverão atingir os 3,8 milhões de euros.

O IGCP prevê emissões de 6,3 mil milhões de euros em Certificados de Aforro, enquanto as amortizações atingirão os 2,6 mil milhões.

Dívida pública desce para 84,5%, mas juros sobem 23% Ler Mais Quanto aos Certificados do Tesouro, espera-se (mais uma vez) um saldo negativo de 626 milhões de euros entre subscrições e resgates, mesmo depois da melhoria das condições de remuneração destes títulos com o lançamento da Série 5 em julho .

As famílias vão representar uma pequena fração do financiamento do Estado no próximo ano.

Que será assegurado sobretudo por via de emissões líquidas de Obrigações do Tesouro, num montante total de 10,8 mil milhões de euros.

Preveem-se contributivos positivos das emissões de outra dívida de longo prazo, na ordem dos 3,5 mil milhões de euros, de acordo com a proposta orçamental.

Em termos líquidos, a emissões vão totalizar os 16,7 mil milhões de euros, mais 800 milhões em relação a este ano.

Três mil milhões para devolver aos credores da troika No plano das amortizações, o próximo ano traz mais prestações a pagar aos credores da troika no valor de três mil milhões de euros.

Em concreto, são 1,02 mil milhões de euros para devolver ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) e outros dois mil milhões para o Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (MEEF).

A estes dois credores que financiaram o programa de resgate em 2011, Portugal ainda perto de 43 mil milhões de euros, que vão ter de ser saldados até 2042.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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