Lusa garante que queria Luísa Meireles oito anos na direção
O vice-presidente da Lusa Luís Ferreira Lopes disse hoje que era "bem claro" desde o início a vontade da administração que Luísa Meireles completasse em outubro oito anos como diretora de informação, o que seria um recorde.
Classificando de "notável" a cooperação entre o Conselho de Administração e a Direção de Informação da Lusa, o vice-presidente da Lusa salientou que, desde que a nova administração entrou em funções, em março, era claro que a diretora cumprisse oito anos.
Luís Ferreira Lopes falava na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, no âmbito de uma audição, pedido pelo Livre, PS e PCP sobre a cessação das funções da diretorqa de informação e a independência editorial da agência da Lusa.
"Ficou bem claro desde o início que era a nossa vontade respeitar" que Luísa Meireles "completasse em outubro oito anos como diretora de informação da Lusa, que é um recorde absoluto naquela casa, em que infelizmente ao longo de várias décadas, cada vez que entrava um Conselho de Administração, saía a direção de informação", sublinhou Luís Ferreira Lopes.
Aliás, "já tinha acontecido em 2021", quando o presidente do Conselho de Administração, Joaquim Carreira, tomou posse, e "sabíamos desde início que, em novembro", Luísa Meireles iria cumprir 70 anos.
"Houve uma cooperação muito boa naquilo que tem a ver com as necessidades identificadas de reforço da rede internacional, da rede regional, às vezes não ao ritmo que nós gostaríamos, porque estas matérias às vezes em termos orçamentais e em termos de contratação pública não são ao ritmo das empresas privadas e, portanto, o nível e a intensidade, infelizmente, nem sempre é do agrado, quer dos membros do Conselho de Administração, quer dos membros da Direção de Informação, mas, no essencial, em termos estratégicos, nós sempre estivemos de acordo", acrescentou Luís Ferreira Lopes.
No que respeita a Bruxelas, ou Paris ou Rio de Janeiro ou outras geografias "em que nós entendemos que deve ser reforçado o papel da Lusa para dar maior relevância ao seu papel e à sua missão pública, aquilo que nós indicámos como estratégia, que era o reforço de meios humanos e indicar apenas um perfil que fosse cada vez mais um perfil" de jornalista de agência, como acontece na redação em Lisboa, com possibiliade de produão, no futuro, de podcast.
Portanto, "quando se definiu o perfil face a jornalistas de vários órgãos de comunicação social portugueses em Bruxelas, houve partilha de informação relativamente a nomes, nunca houve qualquer imposição de nomes, portanto o Conselho de Administração o que definiu foi um perfil que indicasse precisamente essa estratégia mais multimédia".
Por sua vez, a vice-presidente da Lusa Ana Alves apontou que se assiste a um setor de media que "está em queda cujas redações estão a reduzir o número de pessoas".
Inversamente, "temos uma Lusa que pretende investir" e ter mais meios, sendo esse o objetivo e o desafio.
"Não há uma contratação, ainda não houve" [em Bruxelas].
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - País.