EUA preparam revogação de até 200 mil vistos de requerentes de asilo
O governo norte-americano confirmou hoje que pretende revogar os vistos de negócios e turismo de até 200 mil estrangeiros que tenham solicitado asilo nos Estados Unidos, no âmbito das políticas de imigração mais rigorosas do Presidente Donald Trump.
"Estamos a trabalhar em coordenação com o DHS (Departamento de Segurança Interna) para identificar e revogar os vistos de não imigrante de estrangeiros que vieram para os Estados Unidos alegando serem visitantes de curta duração, mas que depois solicitaram asilo para permanecerem aqui permanentemente", referiu o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, à agência France-Presse (AFP), confirmando notícias divulgadas pelos media norte-americanos.
"Obter um visto com o propósito de pedir asilo é fraude, o que justifica a revogação do visto", acrescentou.
A Casa Branca citou hoje o número de 200 mil pessoas afetadas e referiu-se ao facto como "a maior revogação de vistos da história do país", segundo uma mensagem na rede social X.
O Departamento de Estado enfatizou que a medida seria implementada gradualmente.
O governo norte-americano também revogou recentemente os vistos de figuras políticas mexicanas, incluindo o filho do ex-presidente Andrés Manuel López Obrador.
O Presidente norte-americano deu prioridade ao combate à imigração ilegal, realizando deportações em massa de imigrantes indocumentados, mas também restringindo de forma significativa, e por vezes drástica, a entrada legal de estrangeiros e punindo severamente aqueles que permanecem nos Estados Unidos após os seus vistos expirarem.
Várias das suas principais medidas, contudo, foram rejeitadas pelos tribunais.
Um juiz federal norte-americano deliberou na sexta-feira a ilegalidade do congelamento, decretado em janeiro, dos procedimentos de vistos para 75 países que permitem residência permanente nos Estados Unidos.
Os Estados Unidos estão também a endurecer cada vez mais o seu processo de emissão de vistos, por exemplo monitorizando as contas de redes sociais dos requerentes estrangeiros.
"Ter um visto é um privilégio, não um direito", tem reiterado o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
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