Braga vê área metropolitana como oportunidade para reforçar mobilidade e turismo na região
Melhorias nos transportes, turismo e captação de investimentos são algumas das vantagens de uma futura Área Metropolitana do Minho (AMM), defende o presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues.
“ Há várias áreas onde nós podemos atuar de forma conjunta e, de certa forma, já vivemos como uma verdadeira área metropolitana ”, começa por dizer ao DN.
Recentemente, numa reunião com Ricardo Araújo, autarca de Guimarães, ficou definido o início das tratativas para a criação desta área.
“ A reunião que tive com o presidente da Câmara de Guimarães foi o pontapé de saída para a criação da área metropolitana , na certeza de que, do ponto de vista formal, há questões a tratar.
Do ponto de vista político, há um quadro que temos que formar e que criar”, explica João Rodrigues.
Segundo o autarca, “não há um procedimento tipificado de como é que se cria uma área metropolitana” e será necessária uma nova lei, mas acredita que o tema terá apoio político.
Os autarcas já solicitaram uma reunião com o primeiro-ministro, Luís Montenegro .
“Não que seja o primeiro-ministro autorizar, mas a importância do assunto é tal que é importante falarmos com o acerca disto, porque realmente vem alterar a lógica das coisas, a forma como o nosso sistema constitucional está consubstanciado”, ressalta.
A expetativa dos presidentes das câmaras é que o encontro seja marcado para o mês de setembro .
Sobre qual seria a futura capital desta AMM, João Rodrigues afirma que não é o momento para esta definição .
“Essa é uma conversa secundária e que tem criado reticências.
Os municípios, têm naturalmente a dimensão que têm, naturalmente cada um tem a importância que têm.
Numa área metropolitana, os municípios têm todos uma importância, do ponto de vista político, muito equiparada, independentemente do tamanho que têm.
Ao contrário do que acontece num sistema regional”, detalha.
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