Mente e coluna: uma via com dois sentidos
O corpo e a mente estão entrelaçados, essa relação serve de meio para atingir o conhecimento do nosso mundo.
Em medicina, todos os dias confirmamos que corpo e mente não estão separados.
Uma dor não se limita a um ponto no corpo.
A dor altera a forma como dormimos ou trabalhamos, como nos movemos e relacionamos com os outros, prejudica a concentração e o planear do dia seguinte.
Na patologia da coluna, esta relação é particularmente evidente: o estado físico e o bem-estar psicológico influenciam-se mutuamente.
Ansiedade, depressão e outras formas de mal-estar psicológico pré-existentes podem modificar a experiência da dor.
Podem exacerbar a atenção sobre o problema, reduzir a tolerância ao desconforto, perturbar o sono ou aumentar a tensão muscular.
Por sua vez, a bola de neve vai aumentando, após semanas ou meses com dor perde-se autonomia, capacidade de trabalhar, abandonam-se atividades.
Com isto o equilíbrio emocional vai piorando.
Corpo e mente vão-se condicionando ao longo do tempo.
A pessoa pode ficar refém, dentro um ciclo de medo.
A dor leva-nos a evitar determinado movimento, progressivamente, a atividade física vai-se reduzindo e a confiança no corpo também.
O receio de que mexer faça pior instala-se, mesmo quando o movimento é seguro.
Perde-se condição física e tarefas normais tornam-se cada vez mais difíceis.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornalmedico.pt — o conteúdo pertence a Jornal Médico.