Lucro da Netflix dispara 44% para 3,3 mil milhões de euros no terceiro trimestre
A Netflix anunciou uma forte expansão financeira no terceiro trimestre, registando um lucro líquido de 3,66 mil milhões de dólares (cerca de 3,3 mil milhões de euros) entre julho e setembro.
O resultado representa um crescimento de 44% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
A faturação da gigante do streaming também acompanhou a tendência de alta, com as receitas a subirem 12%.
O volume de negócios avançou dos 11,51 mil milhões de dólares (10,24 mil milhões de euros) registados no período homólogo para os atuais 12,87 mil milhões de dólares (11,47 mil milhões de euros).
Já o lucro por ação atingiu 0,87 dólares no trimestre que terminou a 30 de setembro, superando as expectativas dos analistas.
Para o quarto trimestre, a Netflix prevê receitas de 13,44 mil milhões de dólares (aproximadamente 11,96 mil milhões de euros), o que representa um crescimento superior a 11%, impulsionado pelas assinaturas, pelos preços e pela publicidade.
Além disso, a empresa ajustou a sua previsão de receitas para o ano inteiro para 51,1 mil milhões de dólares (cerca de 45,48 mil milhões de euros), o que equivale a um crescimento anual de 13%, face ao intervalo de previsão anterior de 51 mil milhões a 51,4 mil milhões de dólares (entre 45,39 mil milhões e 45,75 mil milhões de euros).
Em resposta às inquietações dos acionistas sobre os padrões de consumo na plataforma, a Netflix assegurou que os níveis de fidelização dos utilizadores permanecem robustos, mesmo perante a forte concorrência no mercado do entretenimento.
Na sua habitual missiva direcionada aos investidores, a empresa assumiu ter conhecimento das dúvidas do mercado.
"Estamos cientes de que há alguma apreensão entre os investidores no que toca à evolução do total de horas de visualização no nosso serviço", revelou a empresa em carta enviada ao acionistas.
A tecnológica sublinhou ainda que a retenção do público deve ser avaliada pela conjugação do volume, da qualidade e da diversidade dos conteúdos consumidos, reiterando que continua a assegurar uma proposta de valor sólida para a sua base de subscritores.
A Netflix delineou três prioridades estratégicas para acelerar o crescimento das horas de consumo na sua plataforma: expandir o valor do seu catálogo de entretenimento, recorrer à tecnologia para otimizar a experiência de utilização e potenciar os mecanismos de monetização.
Estes objetivos foram apresentados em paralelo com uma profunda reestruturação organizacional.
O plano de reajuste da empresa de streaming prevê o despedimento de cerca de mil colaboradores, o que equivale a uma redução de aproximadamente 6% da sua força de trabalho global.
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