Pedro Duarte: Habitação para universitários não é suficiente
O Presidente da Câmara do Porto elogiou os resultados “muito interessantes” das colocações no Ensino Superior na cidade , mas lembrou os problemas que daí advêm para a habitação com a chegada de muitos universitários. “Nós temos muitos estudantes deslocados que vêm para o Porto e a oferta de habitação ainda não é suficiente “, disse Pedro Duarte aos jornalistas, depois da abertura de uma exposição centrada em Inês Lourenço, a poeta homenageada na edição deste ano da Feira do Livro .
Os resultados sobre o acesso ao Ensino Superior, divulgados este sábado, voltam a colocar a Universidade do Porto como destino de preferência para muitos dos alunos com melhores classificações. Quatro cursos da Universidade (Engenharia Aeroespacial; Medicina; e Engenharia e Gestão Industrial) estão entre as seis escolhas com notas mais elevadas.
Essa opção pelo Porto reflete, de acordo com Pedro Duarte, o trabalho feito por “um conjunto” de instituições — tanto públicas, como privadas — que formam uma “academia pujante” capaz de atrair “muito talento” dos jovens universitários. “Muitos jovens vêm para aqui estudar. Ajuda-nos muito a formar os jovens do Porto e depois dá-nos perspetivas do ponto de vista económico, da melhoria da qualidade do emprego na cidade”.
“Esta cidade tem centros de ensino, assim como centros de investigação e desenvolvimento, de excelência”, garantiu. Mas, para que os alunos possam usufruir dessa aposta académica, o autarca entende que é necessário diversificar a aposta na habitação, descentralizando a oferta.
“ Parece-me muito importante nós trabalharmos com os concelhos limítrofes, que estejam próximos da área da nossa zona mais universitária e que através também de transportes públicos possam aceder e dar outras disponibilidades para esses jovens . No centro da cidade do Porto vai ser muito difícil nós albergarmos as dezenas de milhares de jovens que frequentam a Universidade”.
Esse esforço, feito em cooperação “com a nova reitoria da Universidade do Porto” e mantendo a aposta nos meios de transporte público, poderá abrir novas soluções para o mercado imobiliário direcionado a estes estudantes. “É evidente que tem crescido bastante a oferta de residências universitárias, mas aquelas que são de natureza privada estão a preços muito difíceis de serem comportados por parte da generalidade das famílias”, continuou.
82,6% dos candidatos entraram no Ensino Superior. Veja aqui se é um dos 49.991 colocados
Além da dificuldade dos estudantes em encontrar habitação a um preço acessível, Pedro Duarte aponta a fuga para outras cidades dos jovens formados no Porto como um problema a ser resolvido, para garantir que a procura pelas universidades da cidade tem reflexo no futuro dos jovens formados.
“Nós temos uma boa formação. Mas quando concluem os estudos, esses jovens têm que ter oportunidades de emprego, porque senão vão procurá-las noutros locais “. A esse respeito lembrou a aposta do seu executivo no PITCH — uma plataforma de cooperação estratégica “que vai gerar uma nova economia na cidade” — e no Distrito Empresarial e Económico de Ramalde — “que queremos que seja uma grande incubadora de empresas de base tecnológica”.
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