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Jogador argentino foi detido pelo ICE: «Uma tortura, um terror...»

Maisfutebol ·
Jogador argentino foi detido pelo ICE: «Uma tortura, um terror...»

Matías Pourrain, jogador do Miami United, foi detido pelo ICE, polícia de imigração dos Estados Unidos, no passado dia 6 de agosto, tendo estado detido durante três semanas. O médio descreveu esse período como uma «tortura mental».

O argentino, juntamente com a equipa, estava no aeroporto de Fort Lauderdale-Hollywood, nos Estados Unidos, para viajar para o próximo jogo. Já depois de ter passado pela segurança, dois polícias à paisana aproximaram-se, pedindo a sua identificação. Logo de seguida, foi detido.

O médio, de 34 anos, mostrou a documentação e a autorização de residência. Depois disso, foi levado para um centro de detenção, em Miramar, na Flórida, tendo sido transferido para o Texas no dia seguinte.

Através de um comunicado, o ICE explicou os motivos da detenção de Matías Pourrain.

«A 6 de agosto de 2026, o ICE deteve Matias Alejandro Pourrain, um cidadão argentino em situação irregular nos Estados Unidos, no Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale. A 12 de novembro de 2019, Pourrain entrou legalmente no país através do Aeroporto Internacional de Atlanta, com autorização para permanecer durante seis meses. Optou por permanecer no país para além de 11 de maio de 2020, em violação da legislação dos Estados Unidos. Pourrain permanecerá sob custódia do ICE enquanto decorrem os procedimentos relativos à sua remoção e terá direito a todas as garantias de um processo justo», pode ler-se.

Em entrevista ao The Athletic , o argentino revela que ir para Miramar foi «a pior coisa» que lhe aconteceu na vida.

«Eu não ia resistir [à detenção], mas nunca me explicaram nada. Disseram-me apenas que tinha a ver com o processo que tenho pendente. Disseram que, quando chegasse a Miramar, tudo me seria explicado. Miramar foi a pior coisa que me aconteceu na vida», começou por dizer.

De seguida, descreveu as condições onde viveu durante três semanas: «A fome é a pior coisa que há. A fome dói mesmo. E quando finalmente nos davam comida, muitas vezes vinha com bolor. Lembro-me de olhar para o pão e ver pequenos círculos pretos. Não dava para comer. Havia pessoas que dormiam mesmo ao lado da sanita. Quando alguém urinava, salpicava e acabava por acertar nas pessoas que estavam ali a dormir. Era desumano. Foi uma tortura e, mentalmente, foi um terror», acrescentou.

O ICE, por outro lado, negou as afirmações do jogador, enaltecendo as condições que oferecem aos detidos.

«O ICE aplica padrões de detenção mais exigentes do que a maioria das prisões dos Estados Unidos onde estão detidos cidadãos norte-americanos. Todos os detidos recebem três refeições por dia, água potável, roupa, roupa de cama, têm acesso a duches e produtos de higiene pessoal. Os cidadãos estrangeiros em situação irregular também têm acesso a telefones para poderem comunicar com as suas famílias e advogados. As refeições são avaliadas e acompanhadas por nutricionistas.»

Matías Pourrain foi libertado no dia 28 de agosto, depois da família ter pago uma caução de 20 mil dólares.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em maisfutebol.iol.pt — o conteúdo pertence a Maisfutebol.

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