A austeridade já cá está
Luís Montenegro jurou aos portugueses que não vai ser “o pai da austeridade”.
É um truque velho e ele domina-o bem.
Remete para um passado doloroso, de sacrifícios, para tentar assustar as pessoas enquanto ele próprio se pinta como um governante responsável.
Nunca é ele quem aperta.
É sempre o outro, o adversário, o passado.
Ele só protege.
Então quem aperta? O Estado, decerto que não.
Em 2025, a despesa pública cresceu mais 6,6% num único ano.
O Governo prometeu a Bruxelas travar o crescimento da despesa em 5,1% para 2026.
Vai gastar 5,6%.
E, segundo a Comissão Europeia, Portugal terá em 2027 o segundo maior desvio de toda a Zona Euro no cumprimento destas regras.
Não é a Grécia, não é a Itália, é Portugal, que Montenegro apresenta na Europa como exemplo de rigor.
E é aqui que o discurso de Montenegro cai por terra.
O “equilíbrio” de que ele tanto se gaba não vem de o Estado gastar com contenção.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.