Ministro diz que matrículas fora de prazo "explicam em grande medida" os casos de alunos por colocar
O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, abriu o plenário desta quarta-feir, 23 de setembro, assinalando um arranque do ano letivo “marcado por dificuldades, injustiças e instabilidade”, e acusando o Governo de ser “mestre da propaganda” e de praticar “passa‑culpas”.
O debate desta quarta-feira no Parlamento é dedicado ao arranque do ano letivo, com a ordem dos trabalhos imposta pelo PCP.
Paulo Raimundo denunciou a extinção de estruturas essenciais do Ministério da Educação, dizendo que o Governo " desmantelou serviços que acompanhavam exames e avaliação", o que, no seu entender, contribuiu para o "caos nos exames" .
Criticou ainda a intenção de aumentar o número de alunos por turma, ironizando que o Executivo “ressuscitou a troica para empilhar alunos”.
Numa resposta posterior, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, disse estar tudo dentro do que está previsto no regulamento, afirmando que só há 124 turmas com mais de 30 alunos, entre mais de 56 mil.
O líder do PCP sublinhou que 160 mil alunos continuam sem professor atribuído, alertando que "mais de 1100 docentes vão aposentar‑se nas próximas semanas".
Acusou o Governo de seguir uma estratégia de "deixar degradar para privatizar", defendendo que a Escola Pública deve formar “pessoas, cidadãos livres, interventivos, cultos e felizes” .
Na resposta, o ministro da Educação apresentou dados atualizados sobre colocações e matrículas, defendendo que o Governo está a atuar diariamente para reduzir falhas.
Fernando Alexandre afirmou que “são horários completos e 56% localizam‑se na região de Lisboa e da Península de Setúbal”, sublinhando que, desde 18 de setembro, o Ministério passou a “colocar professores diariamente”.
Sobre as matrículas, o ministro afirmou que " são todos os anos um desafio do sistema educativo".
Segundo o governante, no início da semana encontravam‑se "por colocar 52 alunos do ensino básico e secundário".
De igual modo, para o ministro, na segunda‑feira (21 de setembro) foram registadas "179 novas matrículas" e, na terça (22), "1449 matrículas".
Das "328 novas matrículas", lançou, "12 estavam já colocadas", acrescentando que "5,5% pertencem à Grande Lisboa e à Península de Setúbal".
Concluiu que as matrículas fora de prazo "explicam em grande medida" os casos de alunos por colocar .
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