Holub ganhou tempo com adeus à natação para fazer "coisas incríveis" como o esqui
Tamila Holub ganhou tempo quando abandonou a natação, ocupando-o agora com os treinos para estar nos Jogos Olímpicos de Inverno2030, um desafio bem recebido pelo Comité Olímpico de Portugal e para o qual ainda procura apoios.
Mais de um ano depois de anunciar uma pausa, a especialista em distâncias longas decidiu retirar-se, uma opção que ganhou `forma` desde Tóquio2020, onde foi 22.ª nos 1.500 livres e 25.ª nos 800 livres.
"Um dos motivos até, se calhar, para ter parado a natação foi ver tanta coisa interessante à minha volta, à qual eu queria finalmente dedicar mais tempo. E a natação já não me motivava, já não me entusiasmava, e roubava-me muito tempo. Já não me fazia arder", explicou à Lusa.
O final da carreira não deixou um vazio na vida da nadadora nascida na Ucrânia e que tinha feito a sua estreia olímpica no Rio2016.
"Quem me conhece de uma forma mais próxima sabe que eu sempre me interessei por muita coisa. A natação claro que ocupava sempre a maior parte do meu tempo e a maior parte da minha vida. No entanto, para além da natação, ocupava o meu tempo com desenho pintura, arte, história", enumerou.
Quando colocou um ponto final na carreira, sentiu alegria, com o seu dia a ganhar horas, para experimentar "coisas novas e incríveis", como o esqui de fundo, modalidade em que espera representar Portugal nos Jogos Olímpicos de Inverno Alpes2030.
"É claro que é o desporto e faz sentido, mas, da mesma forma como foi isto, podia ter sido, não sei, olaria ou dança ou pilates. Não precisava de ter sido isto, mas calhou bem. Tive Milão-Cortina que me motivou e me arrastou para estes lados", pontuou.
Antes de "anunciar oficialmente" a sua pretensão de tornar-se na primeira portuguesa a participar nos Jogos Olímpicos de Verão e nos de Inverno, Holub queria ter a certeza de que conseguia, porque é um compromisso que assume consigo, com a Federação de Desportos de Inverno e com o Comité Olímpico de Portugal, cujos responsáveis, depois de ficarem "um bocadinho surpreendidos, foram "muito recetivos" à ideia.
"A Federação de Desportos de Inverno, que foram os primeiros que eu contactei, é claro que dentro do possível deu-me apoios, eles foram incríveis. Deram-me logo os roller skis, deram-me os bastões. Eu tive o material de base, até para experimentar", detalhou, agradecendo a oportunidade de poder testar as suas aptidões "antes de adquirir equipamento mais caro".
Há cerca de "dois, três meses" que a antiga nadadora anda a treinar, de um modo "mais leve", mas também ao nível da estabilidade, controlo, e de "voltar de novo à forma".
"Nesta fase, eu descobri que existe roller ski [...]. É quase patins em linha, só tem uma rodinha a frente e uma rodinha atrás, ou seja, em termos de estabilidade é um bocadinho mais complexo. Tem aqueles bastões... eu tenho tanto trabalho de pernas como trabalho de braços.
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