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Quem é Elif Eralp, que ganhou as eleições em Berlim?

Observador ·
Quem é Elif Eralp, que ganhou as eleições em Berlim?

Apresentou uma das propostas mais polémicas da campanha do Die Linke para as eleições regionais em Berlim. “Os cerca de 220 mil apartamentos das grandes empresas imobiliárias seriam transferidos para uma entidade pública de interesse comum.” A deputada Elif Eralp é uma defensora do recurso a expropriações para combater um dos maiores problemas da capital alemã: a falta de acesso a habitação acessível. Casada e mãe de dois filhos , procura, há anos, um apartamento maior para a família, mas sem sucesso. Este domingo, esta advogada com origens turcas levou o Die Linke, de esquerda radical, a uma importante vitória na cidade . O partido recolheu 25,7% dos votos e ficou em primeiro lugar.

Apresentando-se como contraponto à ascensão da direita radical na Alemanha, Elif Eralp pode tornar-se a primeira presidente da Câmara proveniente da esquerda radical, sucedendo aos democratas-cristãos da CDU, que governam Berlim desde 2023. No entanto, para assumir o cargo, Eralp precisará de fazer uma coligação alargada à esquerda , que junte também os Verdes e os sociais-democratas do SPD. Contudo, as propostas radicais do Die Linke — como a que prevê a expropriação de mais de 200 mil casas pertencentes a fundos imobiliários — podem dificultar o acordo, sobretudo com o SPD.

Elif Eralp nasceu em Munique há 45 anos, mas tem origens turcas. É filha de um casal de sindicalistas que fugiu da Turquia em 1980. Desconhecida do grande público até há alguns meses, fez carreira como jurista e advogada na área dos direitos humanos, em particular dos imigrantes, antes de entrar para o Die Linke, em 2017. O “período muito difícil” que a sua família viveu nos primeiros anos na Alemanha influenciou de maneira decisiva a sua entrada na política, contou recentemente numa entrevista. “ Enfrentei muitas injustiças “, recordou, citada pela Swiss Info .

A notoriedade repentina de Elif Eralp, as suas origens noutro país e a defesa de medidas consideradas mais radicais em vários temas valem-lhe frequentemente comparações com o presidente da Câmara de Nova Iorque, Zohran Mamdani, que a própria considera um “modelo” a seguir.

E tal como Mamdani, Elif Eralp também teve que responder a acusações de antissemitismo dirigidas ao seu partido devido às suas posições pró-palestinianas. O episódio mais recente ocorreu durante um evento organizado pelo Die Linke no bairro de Neukölln, em que, segundo a imprensa, um rapper defendeu a intifada palestiniana no palco e pediu a aniquilação das Forças Armadas israelitas — uma “linha vermelha” que foi ultrapassada, veio depois dizer Elif Eralp, afastando-se da polémica.

Outra característica que a imprensa destaca na líder do Die Linke em Berlim é a forma como se apresenta. Com franjas, tatuagens, brincos e batom vermelho, Elif Eralp costuma usar calças de ganga e ténis, destaca o Financial Times . O estilo de Eralp , que se estende a grande parte dos membros do Die Linke, fez com que o partido atraísse uma onda de novos apoiantes, duplicando o número de membros em apenas um ano.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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