FMI. Agentes económicos podem estar a ser induzidos em erro quanto ao rumo das taxas de juro
Os sinais emitidos pelos grandes bancos centrais sobre o que pretendem fazer com as taxas de juro e restantes ferramentas de política monetária na sua resposta às ameaças inflacionistas podem estar a ser mal recebidos ou entendidos pela população em geral, pelos agentes económicos, pelos mercados financeiros, alerta o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Algumas informações prestadas ao "público" podem estar a induzir em erro ou a exagerar (amplificar) em relação aos riscos e às condições fundamentais da economia, contribuindo assim para tornar a situação mais incerta ou negativa, prejudicando o "ajustamento" mais saudável da economia e dos preços, por exemplo, indica o Fundo.
Numa nova nota publicada no blog institucional , o FMI adverte que esses sinais que vêm das autoridades monetárias (as maiores são Banco Central Europeu, Reserva Federal, Banco do Japão, Banco de Inglaterra, etc.) têm de ser bem avaliados e filtrados antes de saírem cá para fora.
Vê progressos positivos nesse domínio, mas também coisas que precisam de melhorar bastante para não haver risco de enganos ou equívocos .
Tobias Adrian, o economista-chefe do Fundo para a área dos mercados financeiros, estrutura os novos desafios dos bancos centrais em sete pontos, conselhos para ajustar melhor junto do "público" a forma como avaliam a situação, a inflação, o crescimento, os riscos iminentes, a volatilidade ou a incerteza do mundo ao redor e, ato contínuo, o rumo para as suas taxas de juro, que condiciona fortemente a concessão de crédito e os níveis de poupanças, como se sabe.
Sete conselhos Para o alto-responsável da instituição sediada em Washington, os bancos centrais devem ter noção de que "a comunicação sobre a trajetória futura das taxas de juro deve depender do estado da economia" e os seus quadros de ação e de utilização dos instrumentos de política monetária (taxas de juro e não só) devem assentar em "objetivos e riscos claramente definidos".
Mais concretamente, continua Adrian, os banqueiros centras devem basear a sua comunicação "em cenários específicos pode ajudar a explicar de que forma uma determinada combinação de políticas se ajustaria perante diferentes combinações de resultados para a inflação, insuficiências da procura e indicadores de tensão financeira".
Só desta forma "é possível preservar a transmissão da política monetária, ancorar as expectativas e reforçar a responsabilização dos bancos centrais, sem criar uma volatilidade artificialmente comprimida nos mercados nem impor restrições desnecessárias à ação futura da política monetária".
Além disso, ser-se claro quanto aos "riscos" no horizonte é "também essencial para preservar os incentivos corretos à assunção de risco por parte das instituições financeiras".
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.