Espanca namorada, dá-lhe banho e deixa-a a morrer. Autópsia denunciou-o
D anielle Garrote, uma luso-brasileria de 43 anos, foi espancada até à morte no dia 5 de fevereiro deste ano, em Coimbra, pelo namorado, um condutor de TVDE, que se encontra a aguardar julgamento em prisão preventiva.
O homem é suspeito de ter infligido agressões físicas violentas que levaram à morte da mulher na residência onde ambos viviam.
Horas após as agressões, o suspeito chamou o INEM e disse que a namorada se estava a sentir mal. As suspeitas eram de morte súbita.
No entanto, este acabou detido pela Polícia Judiciária (PJ), depois de a autópsia ao cadáver ter revelado "múltiplas lesões corporais indiciadoras de morte violenta".
Oito meses após o homicídio surgem agora novos e chocantes detalhes. De acordo com a acusação do Ministério Público (MP), divulgada pelo Correio da Manhã e hoje em destaque na imprensa brasileira, o homem terá espancado Danielle Garrote durante mais de uma hora.
Após as violentas agressões, o motorista de TVDE deu banho à namorada, deitou-a na cama em agonia e foi trabalhar. Consigo levou o telemóvel da vítima para se certificar que esta não pedia socorro.
Só horas mais tarde, o suspeito ligou ao INEM. Tanto aos meios de socorro como à filha mais velha da vítima disse que esta se tinha sentido mal. Quando as autoridades chegaram ao local, Danielle já estava morta.
A autópsia acabou por pôr a descoberto o crime. Danielle, que deixou três filhos órfãos apresentava "múltiplos ferimentos no crânio".
O mesmo documento dá conta que a luso-brasileira já sofria de violência doméstica antes do crime e a situação era do conhecimento dos vizinhos que, inclusive, chegaram a gravar episódios violentos. No entanto, nunca apresentaram queixa.
Na altura da detenção do suspeito, a PJ revelou que o arguido era tão ciumento que obrigava a vítima a atendê-lo sempre em videochamada, para saber onde e com quem estava. Vasculhava o telemóvel da namorada à procura de mensagens e chamadas suspeitas e ainda "fomentava a dependência económica".
O julgamento do único suspeito do crime começa em breve, no Tribunal de Coimbra. O réu vai responder pelo crime de homicídio qualificado - que prevê uma pena máxima, de 25 anos de prisão -, assim como pela prática de um crime de violência doméstica e outro de ofensa à integridade física qualificada, por ter agredido um inspetor da PJ.
Um homem de 51 anos foi detido por ser suspeito de tentativa de homicídio e condução perigosa após raptar a filha menor em Bragança, causando um acidente com sete feridos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - País.