Conhecimento é a chave para enfrentar os desafios atuais
Alexandre Quintanilha, o cientista que fundou e presidiu ao Instituto de Biologia Molecular e Celular da Universidade do Porto, onde ensinou, começa por dizer o que para ele é óbvio: “Não sou nem economista, nem empresário, mas sei que o conhecimento é a chave para a economia, para a inovação e, talvez ainda mais importante, para a construção da democracia e para a resolução dos desafios que nós enfrentamos”.
Numa preleção subordinada ao tema “Portugal 2036: desafios da próxima década”, parte do postulado de que o conhecimento é a chave e percorre aqueles que identifica como os principais desafios da década: alterações climáticas, demografia, envelhecimento/longevidade e fragilidade da democracia.
Dá-nos exemplos.
Lembra como as chuvas ácidas, o buraco do ozono e o chumbo nos combustíveis são coisas do passado e salienta que que já é possível produzir bifes em laboratório ou bactérias que digerem o plástico.
Tudo graças ao conhecimento.
A demografia é o segundo desafio que traz à colação.
Destaca as alterações produzidas nas últimas décadas através da educação e do conhecimento, os avanços alcançados principalmente pelas mulheres e a encruzilhada em que nos encontramos.
“Para termos uma população estável, a taxa de fertilidade tem de ser à volta de 2,1 e as previsões mais recentes são de que a população mundial vai chegar a 10 mil milhões antes de 2100, com uma taxa de fertilidade entre 1,7 e 1,9”, diz.
E o envelhecimento? A alimentação, a exposição a produtos químicos e poluentes, o stress, as noites mal dormidas, o contexto em que vivemos, a solidão e o que acontece ao nosso cérebro são fatores que o afetam.
“E sabemos ligar muitos deles”, afirma.
Mais uma vez, graças ao conhecimento.
Como os exemplos que aponta a seguir: a possibilidade de restaurar tecidos envelhecidos a partir de células do próprio indivíduo; ou o corrigir erros do ADN que se vão acumulando à medida que vamos envelhecendo – uma técnica que já está disponível.
E o mesmo, acontece com substituição de órgãos inteiros a partir da bioengenharia.
Tecnodesafio Com tanto conhecimento, como pode a democracia estar a enfraquecer? A emergência da “tecnosfera” é um dos principais fatores dessa instabilidade, identifica.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.