Universidade de Évora inaugura Instituto Confúcio
A Universidade de Évora inaugurou hoje o Instituto Confúcio, que vai promover o estudo e o ensino da língua e cultura chinesas e constitui "uma porta aberta" para mostrar Portugal na China, indicou o reitor.
Trata-se de "um instituto que pretende divulgar a língua e a cultura chinesas através de formação, mas também de atividades culturais", disse o reitor da Universidade de Évora (UÉvora), António Candeias.
Em declarações aos jornalistas, após a cerimónia de inauguração da nova valência, que decorreu na Sala dos Docentes no Colégio do Espírito Santo, o mesmo responsável afiançou que, ao mesmo tempo, "abre a porta à possibilidade de colaborações noutras áreas".
"Mais do que apenas divulgar a cultura chinesa e a língua chinesa, é também um fórum para divulgar a própria cultura portuguesa na China e, por isso, temos aqui uma porta aberta para, em território da China, podermos desenvolver e mostrar a nossa cultura e a nossa língua", realçou.
No âmbito da estratégia de internacionalização desta universidade alentejana, o reitor considerou que o novo instituto será "uma peça fundamental no estabelecimento da cooperação" com a China, "um país que é extremamente importante".
A UÉvora, lembrou António Candeias, "já tem um longo histórico de cooperação com a República Popular da China", possuindo por exemplo um laboratório conjunto China-Portugal em Ciências da Conservação do Património.
E existem "iniciativas noutras áreas, em particular na área da inteligência artificial (IA), ciência de dados e na área do agroalimentar", acrescentou, frisando que o objetivo passa por "aprofundar também para outras áreas" estes laços.
"Tendo o Instituto Confúcio, podemos ter aqui também uma plataforma para desenvolver atividades com outras instituições portuguesas e chinesas e, aí, reforçar a cooperação internacional", disse.
Na intervenção na cerimónia, perante representantes chineses, nomeadamente da Embaixada da China em Portugal, o reitor abordou o interesse em colaborar com as universidades chinesas em "novas áreas científicas e tecnológicas" no que toca ao uso da água e às ciências agroalimentares, à ciência de dados e às tecnologias digitais, em particular a IA.
Esta cooperação pode materializar-se em "projetos conjuntos de investigação, da formação avançada, da mobilidade académica e do desenvolvimento de novas aplicações da IA em áreas tão diversas como o património cultural, a saúde, o ambiente, a agricultura e as humanidades digitais", frisou.
O Instituto Confúcio da UÉvora, cujos cursos de mandarim devem começar a ser ministrados no início do próximo ano, para alunos, docentes e comunidade em geral, vai funcionar na Casa Cordovil, no centro de Évora.
A iniciativa resulta de uma parceria entre a UÉvora, as universidades de Língua e Cultura de Pequim e da Cidade de Macau e a Chinese International Education Foundation (Fundação Chinesa de Educação Internacional).
Ministrar aulas de língua chinesa e realizar investigação, prestar formação e capacitação a professores de língua chinesa ou elaborar materiais e recursos didáticos de chinês são alguns dos objetivos do instituto.
Além disso, visa implementar programas de intercâmbio linguístico e cult
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