Maurícias levantam recolher obrigatório após avaliação favorável
O Governo das Maurícias levantou hoje o recolher obrigatório, que estava em vigor desde a passada terça-feira, devido a uma "avaliação favorável" da situação, após manifestações violentas.
A situação nas Maurícias, onde têm ocorrido manifestações, nomeadamente contra a escassez de água e o aumento do custo de vida, agravou-se depois de um polícia ter ferido gravemente uma mulher com um tiro no sábado, 10 de outubro.
Desde então, foram registados atos de pilhagem, posse de substâncias explosivas, desrespeito pelo recolher obrigatório e "incêndio ou danos causados a esquadras de polícia", segundo o Governo.
Após a onda de contestação, no dia 16 de outubro, o Governo das Maurícias estendeu às noites de sexta-feira, sábado e domingo o recolher obrigatório - decretado no início da semana - em cerca de um terço da ilha principal.
De acordo com números comunicados à agência de notícias francesa (AFP) pela polícia, foram detidas, no total, 188 pessoas devido aos atos de violência.
As aulas, suspensas na quinta e na sexta-feira nas escolas primárias e secundárias do país, foram hoje retomadas.
O agente da polícia que, segundo testemunhas, disparou dia 10 de outubro, sem aviso prévio, contra uma mulher na zona do pescoço, foi detido e levado a tribunal.
As Maurícias, arquipélago no Oceano Índico considerado um modelo de estabilidade e prosperidade no continente africano, e cujo Produto Interno Bruto (PIB) 'per capita' é um dos mais elevados de África, já tinha vivido motins em 1999, após a morte de um cantor na prisão.
O português Rui Pedro assumiu o comando técnico da seleção da Ilha Maurícia de futebol e, apesar do amadorismo ainda existente, assumiu hoje a ambição de revolucionar o futebol deste país africano.
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