Cuide das suas Júlias: o humor também previne
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Olá, bem-vindos a mais um "Brainstorming". Esta semana começamos com a pergunta que se impõe: afinal.
A pergunta tornou-se viral depois de uma atuação do cantor Bluey, quando uma mulher apareceu no palco do nada, interrompeu o momento e começou a cantar isto mesmo.
Entretanto, a pergunta tornou-se mais complexa. Há a team o que tem no carro, há a team o que tem no cais e há a team, pura e simplesmente, o que tem no cá. Não sei qual é a sua. O que é certo é que ninguém sabia quem ela é, ninguém sabe exatamente o que disse, mas todos podemos concluir que aquilo que é espontâneo pode ser a melhor campanha de sempre. Que o diga o.
É também sobre essa fronteira entre criatividade, surpresa e comunicação que vamos falar hoje no "Brainstorming". E para isso temos conosco Marta Pojo, investigadora e diretora-geral da Liga Portuguesa contra o Cancro, Núcleo Regional do Sul, para nos falar de uma campanha que decidiu trocar o dramatismo pelo humor para falar de prevenção. E ainda nesta edição, dois mestres, dois universos completamente diferentes e uma competição em que cada decisão pode mudar tudo. Uma mulher, um robô e uma campanha que decidiu, num mundo cada vez mais automatizado, desobedecer. Pode ser uma excelente ideia. E finalmente, uma estrela do futebol que troca de camisola e leva uma marca inteira para um território onde ainda não jogava. Três histórias onde, afinal, nada é bem aquilo que parece. Vamos a isto. E começamos em Monza. De um lado, Charles Leclerc, piloto da Ferrari, do outro, Hikaru Nakamura, grande mestre de xadrez. No meio, uma partida. A Chivas Regal aproveitou o Grande Prêmio de Itália para juntar dois mundos aparentemente diferentes: Fórmula 1 e xadrez. Isto numa ativação construída em torno do Syz, um novo jogo de estratégia desenvolvido por Leclerc. A ideia é simples: velocidade, pressão e decisões. A marca pega na associação de Leclerc à competição e leva para outro território, mostrando que a verdadeira mestria não está apenas em conhecer as regras, está em saber decidir quando a pressão aperta, porque, afinal de contas, num circuito ou num tabuleiro, cada escolha conta. Bom jogo, boa ação. True mastery only has itself to beat. E se há coisa que não combina muito bem com a ideia de obedecer, é a Desigual. Na campanha Born to Disobey, a marca espanhola junta Vivian Gina Wilson, a filha de Elon Musk, a um robô humanóide chamado Desi 84. O robô foi feito para ajudar, obedece a instruções e supostamente é eficiente e corre tudo mais ou menos mal. Wilson leva-o pela trela, tenta ensiná-lo a dizer Desigual e até o transforma em alvo numa partida de golfe. A ideia é brincar precisamente com aquilo que a inteligência artificial promete fazer melhor: automatizar, corrigir, organizar e otimizar. Ora, a Desigual responde com outra ideia: há coisas que não precisam de ser corrigidas. O erro, a espontaneidade e o inesperado também podem e devem ser criatividade. E neste caso, há um robô desastrado que pode ajudar uma marca de moda a dizer uma coisa bastante humana: nem tudo o que foge ao padrão está errado. Boa, Desigual.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.