Chega reúne órgãos do partido para "decisão final" sobre moção de censura
O presidente do Chega vai reunir esta segunda e terça-feira a direção nacional e a bancada parlamentar para decidir sobre a apresentação de uma moção de censura ao Governo, tendo também pedido "uma conversa" ao Presidente da República.
Em conferência de imprensa na sede nacional do partido, em Lisboa, André Ventura indicou que vai reunir estes órgãos nacionais para tomar uma "decisão final" sobre a apresentação de uma eventual moção de censura ao executivo liderado por Luís Montenegro e que também já solicitou "uma conversa" ao chefe de Estado, António José Seguro.
Na semana passada, o líder do Chega já tinha admitido avançar com uma moção de censura caso o primeiro-ministro não resolvesse a situação do ministro da Administração Interna, que considerou ter atingido um nível "grotesco" e "inaceitável".
Depois de o ministro da Administração Interna ter prometido hoje, na Madeira, falar aos jornalistas na terça-feira, manifestando-se "tranquilo", André Ventura disse ver alguns "sinais positivos", afirmando que "parece que era preciso mesmo uma moção de censura para [o governante] vir dar novas explicações".
O presidente do Chega espera, contudo, que estas declarações "não sejam como as últimas", acusando o governante de falar "como queria e do que queria".
Interrogado sobre se admite recuar na apresentação desta moção caso considere as explicações do ministro esclarecedoras, André Ventura considerou essa hipótese difícil, fazendo referência à polémica com um atrelado apreendido numa operação contra tráfico de droga e descoberto numa empresa contratada pela PJ e pelo governante, e o facto de Luís Neves conduzir um carro apreendido pela polícia.
"Quer dizer, se parece um gato, se anda como um gato, se mia como um gato, é um gato, como se costuma dizer", afirmou.
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