Ministra promete no Parlamento reforçar resposta do SNS, valorizar profissionais e reduzir tempos de espera nas urgências
Numa semana que começou marcada, mais uma vez, pelos tempos de espera elevados nas urgências do país, nalgumas unidades de quase dez horas, em que a Ordem dos Médicos, como noticiou o DN, pediu à própria ministra que crie um Grupo de Trabalho só para a região de Lisboa e Vale do Tejo, por esta necessitar de uma resposta imediata, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, foi ao Parlamento, nesta tarde de terça-feira, dia 22, dizer aos deputados, na primeira audição regimental da segunda legislatura, que “vai continuar a reforçar a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS), a valorizar os seus profissionais, reduzindo tempos de espera e garantindo que o acesso aos cuidados básicos de saúde dependa cada vez menos do local onde cada cidadão reside e já mais da sua capacidade de pagar”.
Numa declaração de 15 minutos, a ministra anunciou ainda que vai avançar com urgências regionais, centralizadas, para as áreas de ortopedia e traumatologia até ao final do ano e que será o médico, António Marques, que vai liderar o Grupo de Trabalho que terá a missão de repensar a rede de urgências do SNS.
Mas não só.
A ministra garantiu ainda que o projeto de vigilância de grávidas de baixo risco vai mesmo avançar, estando prevista a publicação do decreto-lei que o cria para os próximos dias, assumindo que este não é o resultado do “consenso”, mas “o resultado da constatação de que a grávida está no centro da decisão do Governo e o seu interesse determina que o Governo decida por que se sobrepõe o interesse público” - recorde-se que este programa foi aprovado há um ano e que esteve parado por um dos parceiros, o representante da classe de enfermagem ter abandonado os trabalhos por considerar que os princípios inciais do programa não estavam a ser cumpridas.
No Parlamento, a ministra aproveitou ainda para enviar recados aos críticos, a quem pede a sua demissão e à própria Ordem dos Médicos, pedindo a esta entidade que abra mais vagas para o internato das especialidades, já que esta é uma competência sua, de forma a ser possível formar mais médicos nalgumas áreas, como dermatologia, oftalmologia ou ginecologia-obstetrícia.
“O SNS é uma obra sempre em construção, sempre inacabada, e que ano após ano nos convoca a encarar novos desafios, a ser inovadores nas soluções e desistir de encontrar soluções não é uma opção, por muito que tenhamos que enfrentar.
Reconheço que se nada fizéssemos, se não mexêssemos nos interesses de uns e nos poderes instalados de outros, não teríamos um combate tão difícil quanto complexo.
Mas governar para que tudo fique na mesma, não foi e nunca será a nossa opção.” Ana Paula Martins reconheceu que “ não é porque o Governo diz que faz reformas, ou a oposição as critica, que elas acontecem.
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