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Rafa, o herdeiro da nostalgia que quer cumprir a tradição

Observador ·
Rafa, o herdeiro da nostalgia que quer cumprir a tradição

Existem maldições e existem amuletos da sorte. Se é verdade que o Benfica arrasta há décadas a maldição de Béla Guttmann, também é verdade que existem adversários que são autênticos amuletos da sorte dos encarnados. E aí, nesse capítulo muito específico, poucos têm o estatuto do Aarhus: sempre que o Benfica defrontou os dinamarqueses nas competições europeias acabou por chegar à final dessa mesma competição europeia.

A história começou em 1960/61, há mais de 60 anos. Na altura, o Benfica do mesmo Béla Guttmann eliminou o Aarhus nos quartos de final da Taça dos Campeões Europeus, contando com golos de José Águas, José Augusto e Santana nas duas vitórias da eliminatória. Pouco tempo depois, sagrou-se campeão europeu ao vencer o Barcelona na final de Berna. Em 1987/88, o Benfica de Ebbe Skovdahl, curiosamente um dinamarquês, eliminou o Aarhus na segunda eliminatória da Taça dos Campeões Europeus, contando com um golo decisivo de Nunes na Luz depois de um empate sem golos na Escandinávia. Pouco tempo depois, chegou à final da prova, mas perdeu com o PSV em Estugarda.

Benfica: Samuel Soares, Alexander Bah, Tomás Araújo, Clément Lenglet, Samuel Dahl, Enzo Barrenechea, Leandro Barreiro (Richard Ríos, 66′), Sudakov (Fredrik Aursnes, 84′), Rafa Silva (Jakub Kaminski, 84′), Gianluca Prestianni (Schjelderup, 72′), Pavlidis (Jhon Durán, 72′)

Suplentes não utilizados: Trubin, Gabriel Índio, Daniel Banjaqui, José Neto, Manu Silva, Lukebakio, Anísio Cabral

Aarhus: Mads Christiansen, Colin Rösler (Rasmus Carstensen, 57′), Mouhammade Camara, Eric Kahl, Jacob Andersen, Sebastian Jorgensen (Stefen Tchamche, 57′), Magnus Knudsen (Jens Jonsson, 73’9, Frederik Emmery (Gift Links, 73′), Tobias Bech, Kristian Arnstad, James Bogere (Mikael Anderson, 81′)

Suplentes não utilizados: Jesper Hansen, Marius van der Raad, Tobias Molgaard, Luka Callo, Christian Storch, Marlus Solbakken, Janni Serra

Golos: Rafa Silva (2′), Leandro Barreiro (31′), Sebastian Jørgensen (36′), Pavlidis (gp, 45+2′)

Ação disciplinar: cartão amarelo a Leandro Barreiro (9′), a Tomás Araújo (24′), a Stefen Tchamche (83′)

Para Marco Silva, porém, o peso da história não importava. Os encarnados chegavam ao playoff de acesso à Liga Europa depois de afastarem St. Gallen e Hearts nas pré-eliminatórias anteriores e principalmente depois de uma goleada em Rio Maior contra o Casa Pia — algo que o treinador português se apressava a desvalorizar para lembrar que os dinamarqueses eram campeões nacionais, vinham da Liga dos Campeões e eram um adversário bem mais complexo do que os suíços ou os escoceses.

“É uma equipa que foi campeã. Não se é campeã em qualquer país, em qualquer Campeonato, por acaso. É-se campeão quando se tem essa capacidade e quando se é consistente ao longo de uma temporada. É o primeiro aspeto que temos de reconhecer. Estava numa competição diferente, acabou por cair para esta competição também, porque estava a disputar algo diferente e algo melhor para eles. É uma equipa que joga com uma linha de três ou fecha a cinco também, é uma equipa muito física. Gosta de levar o jogo para essa dimensão, mas ao mesmo tempo tem qualidade em muitos dos seus movimentos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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