Detido segundo suspeito por cumplicidade no ataque com espada na Suécia
E sta segunda detenção surgiu cinco dias depois do ataque ocorrido a 21 de agosto em Fagersta, uma cidade com 13.000 habitantes no centro da Suécia, cujo autor, identificado como Liam Nebel, um jovem de 18 anos e aluno do liceu, foi detido e encontra-se em prisão preventiva por homicídio e tentativa de homicídio.
A polícia sueca, que ainda não determinou o motivo do ataque, tinha excluído inicialmente a hipótese de haver mais pessoas envolvidas, mas, em comunicado, o Ministério Público indicou que a segunda pessoa detida é "suspeita de ser cúmplice de homicídio e de tentativa de homicídio em Fagersta, a 21 de agosto", sem divulgar mais detalhes nesta fase da investigação.
De acordo com os meios de comunicação suecos, uma conta da rede social Tiktok, pertencente ao principal suspeito e entretanto eliminada, estaria a ser alvo de investigação.
A agência de notícias France-Presse (AFP) teve acesso a essa conta antes de ser eliminada e avançou que a mesma continha vários vídeos que faziam referência a ataques em ambientes escolares.
A última atualização mostrava a fotografia de uma espada no chão, apresentada como estando nas casas de banho do liceu Brinell, noticiou o diário sueco Dagens Nyheter.
O ataque, perpetrado com uma espada, resultou na morte de uma adolescente de 17 anos e deixou ainda três feridos graves, dois dos quais, com idades de 12 e 17 anos, continuam hospitalizados em estado preocupante.
Os alunos que testemunharam a cena relataram aos meios de comunicação locais que o agressor usava um capacete, vestia roupa escura e estava armado com uma espada, num ataque cujo 'modus operandi' recorda um outro, ocorrido em outubro de 2015 numa escola de Trollhättan, no oeste do país, quando um homem de 21 anos, também armado com uma espada, com uma máscara e um capacete alemão da Segunda Guerra Mundial, matou três pessoas num ataque de caráter racista.
"Nos últimos anos, a Suécia tem enfrentado vários ataques graves e mortíferos em escolas. A ideia de uma escola totalmente aberta é boa, mas a realidade mostra que não podemos permitir que pessoas não autorizadas tenham livre acesso às nossas escolas", justificou, em conferência de imprensa, a ministra da Educação, Simona Mohamsson.
A ministra acrescentou que à comissão a ser criada vai caber "propor novas medidas para prevenir futuros ataques em estabelecimentos escolares".
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