Liga Europa: Benfica-Aarhus, 3-1 (destaques)
Curiosamente, teve uma pequena troca de palavras menos amigáveis com o árbitro antes do jogo começar. Parecia pedir-lhe que este desse o apito inicial, e o italiano não gostou da intromissão. 1 minuto e 26 segundos depois já introduzia a bola na baliza. Estava com pressa! Uma jogada pela direita, com Bah projetado, resultou num golo algo atabalhoado mas importante. Teve outras chances onde podia ter marcado, mas aí já voltou a habitual dificuldade na definição. Até no capítulo defensivo foi importante, a vigiar bem o ala Emmery, o que mereceu aplausos da Luz.
O golo prematuro ditou a toada do restante encontro. Foi uma bela jogada pela direita, com Bah projetado a receber de Barreiro, cruzamento para o meio, Pavlidis foi impedido pela defesa mas a bola sobrou para Rafa Silva, que não perdoou na recarga. Que entrada.
Leandro Barreiro: Marco Silva tem uma boa dor de cabeça – com a recuperação de Fredrik Aursnes, o sacrificado mais provável é o luxemburguês. Mas a verdade é que Barreiro teve mais um jogo de grande utilidade, pelo raio coberto em campo e assertividade das suas ações. Num golo ‘à Barreiro’, encostou ao segundo poste para fazer o 2-0.
Gianluca Prestianni: mais uma exibição que mostra o quanto o pequeno argentino cresceu futebolísticamente nesta pré-temporada. Se já tinha apresentado bons índices com Mourinho a extremo-direito, este novo papel de extremo-esquerdo, a pisar terrenos interiores, tem libertado o perfume do seu futebol. Cria perigo em cada toque na bola, com passes em desmarcação ou remates em jeito. Disputa os lances até ao fim e a Luz não esconde o carinho.
Emmery : extremo de 19 anos com um toque de bola, como se costuma dizer nos dias que correm, diferenciado. Faz até lembrar Andreas Schjelderup. Originou a primeira grande chance para o Aarhus aos 16 minutos, batendo Bah no drible e cruzando para o segundo poste. Faltou a ligação.
Hedenstad: o resultado não foi avolumado, especialmente na primeira parte, por causa do guardião do Aarhus. Fez várias defesas de elevado grau de dificuldade. O treinador não o pode culpar pela derrota.
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