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Huawei quer competir com Nvidia nas infraestruturas para IA

Diário de Notícias ·
Huawei quer competir com Nvidia nas infraestruturas para IA

A chinesa Huawei estabeleceu como objetivo competir com a Nvidia nas infraestruturas para inteligência artificial, recorrendo aos seus próprios chips e sistemas de computação para tentar compensar a desvantagem da China face aos Estados Unidos em capacidade de processamento.

Guo Ping, presidente do conselho de supervisão da Huawei, afirmou, num encontro com novos funcionários, que desenvolver agentes de IA competitivos a nível mundial representa uma "oportunidade importante" para a empresa.

O responsável reconheceu que a China está atrás dos Estados Unidos em capacidade de processamento, embora tenha considerado que o país possui vantagens na aplicação de dados e em cenários industriais e dispõe de uma reserva de talento aproximadamente ao mesmo nível da norte-americana, segundo noticiou hoje o portal económico Yicai.

A Huawei procura reduzir esta diferença através dos processadores Ascend e de uma arquitetura que permita agrupar grandes quantidades de chips em sistemas como os SuperPoD, em vez de tentar competir apenas pela capacidade individual de cada semicondutor.

Guo mencionou especificamente os Ascend 950 e afirmou que a empresa pretende obter vantagem através de inovações na arquitetura e de grandes aglomerados de computação, visando resolver problemas práticos e melhorar a experiência dos clientes.

A estratégia também não passa pelo desenvolvimento de um modelo próprio de IA, mas por fornecer a infraestrutura necessária para executar modelos de diferentes programadores através dos sistemas Ascend, Kunpeng e SuperPoD.

Guo afirmou ainda que a Huawei "não tem planos para alargar as suas áreas de negócio" e pretende "oferecer opções diversificadas para o desenvolvimento da IA".

A aposta assume particular relevância perante as restrições impostas pelos Estados Unidos ao acesso da China a chips avançados, que levaram Pequim a acelerar o desenvolvimento de alternativas nacionais.

Os processadores Ascend da Huawei tornaram-se um dos principais concorrentes chineses dos processadores da Nvidia.

As declarações surgem ainda em pleno debate internacional sobre a IA, depois de responsáveis como Dario Amodei, da Anthropic, Sam Altman, da OpenAI, ou Elon Musk, da xAI, terem defendido nos últimos dias um abrandamento do desenvolvimento desta tecnologia por razões de segurança, enquanto o Presidente norte-americano, Donald Trump, rejeitou essa possibilidade, considerando que poderia favorecer a China na corrida tecnológica.

O debate voltou a colocar a competição entre Pequim e Washington no centro da discussão sobre o futuro da IA, tanto em relação à liderança tecnológica como à possibilidade de estabelecer mecanismos comuns para controlar os riscos associados à tecnologia.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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