As imagens do cartaz que coloca o Porto "à venda" (e dezenas reúnem-se)
Um vídeo partilhado nas redes sociais esta quinta-feira mostra o momento em que uma faixa a dizer "Vende-se" foi colocada no letreiro que diz "Porto" e que está colocado em frente à câmara municipal da cidade.
Os protestos que decorrem na Invicta já desde sábado pelo direito à habitação escalaram na última madrugada, com quase 40 manifestantes a registarem ferimentos na sequência de intervenção policial.
Dois dos feridos ficaram em estado grave.
Para esta tarde, está prevista uma nova assembleia popular marcada pelo Movimento Pela Habitação para definir as medidas a tomar depois da carga policial registada de madrugada.
Pelas 18 horas, uma hora antes da assembleia popular, já estão cerca de 50 jovens na praça Praça D.
João I.
Numa praça em silêncio e onde estão estacionadas duas viaturas da Polícia Municipal, as cerca de 50 pessoas, sentadas nos degraus nos dois extremos do local, contíguo ao Rivoli, aguardam, sem se manifestar, a reunião.
Na quarta-feira, numa assembleia popular, as pessoas votaram por manter o protesto e voltar a dormir em tendas, manifestando o grupo vontade de "continuar a crescer e não só no Porto", apelando a outras cidades, como o que já está convocado para Lisboa no sábado.
Os participantes voltaram a instalar tendas durante a noite, que foram retiradas pela polícia, depois de o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, ter dito na quarta-feira que seria "absolutamente implacável com qualquer tentativa de colocação de tendas" na Praça D.
João I.
A ação da polícia aconteceu cerca das 3h00, numa operação que o movimento refere ter provocado quase 40 feridos, dois dos quais em estado grave.
Hoje, já vários responsáveis políticos reagiram à situação, entre os quais o primeiro-ministro, Luís Montenegro, que pediu aos manifestantes do Movimento pela Habitação que "não sejam egoístas" quanto à tranquilidade e à ordem pública, e defendeu que as forças policiais costumam ser "extraordinariamente criteriosas e respeitadoras".
Falando à chegada à reunião do Conselho Europeu, em Bruxelas, o chefe de Governo vincou: "Nós não temos essa instabilidade, nós não temos esse nível de conflitualidade e não podemos cair no erro de considerar que escassas pessoas dão agora uma ideia de um país que parece que está em turbulência, não está".
Já António José Seguro também foi questionado sobre o assunto, inclusive, sobre as declarações de Montenegro: "Não peçam ao Presidente da República para fazer comentários às declarações que outros titulares de órgãos de soberania fazem".
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