China envia porta-aviões Liaoning para exercícios no Pacífico ocidental
A Marinha chinesa anunciou hoje o envio de um grupo de combate liderado pelo porta-aviões Liaoning para o Pacífico ocidental, onde realizará exercícios militares destinados a reforçar a preparação das suas unidades em condições reais de combate.
Num comunicado divulgado nas redes sociais, a Marinha do Exército de Libertação Popular (ELP, Forças Armadas chinesas) indicou que as manobras integram o plano anual de treino militar e visam melhorar a capacidade operacional das unidades em "condições reais de combate".
O organismo militar assegurou que os exercícios respeitam o direito internacional e "não são dirigidos contra qualquer país ou alvo específico".
O anúncio não especifica a composição do grupo de combate, as águas do Pacífico ocidental onde decorrerão as manobras, a sua duração ou as atividades previstas.
O Liaoning, o mais antigo dos três porta-aviões operacionais da China, já foi destacado para a mesma região em maio, quando a Marinha anunciou exercícios que incluíram voos táticos em alto-mar, exercícios de fogo real e operações de busca e salvamento.
Um ano antes, em junho de 2025, o Liaoning e o porta-aviões Shandong realizaram um destacamento simultâneo de mais de um mês no Pacífico ocidental, durante o qual conduziram exercícios de combate e operações conjuntas com outras unidades militares.
Essas manobras suscitaram preocupação no Japão e em Taiwan, cujo ministro da Defesa, Wellington Koo, denunciou então o caráter "expansionista" das operações navais chinesas para além da primeira cadeia de ilhas.
Esta linha estratégica de arquipélagos estende-se pelo Pacífico ocidental e inclui o Japão, Taiwan e as Filipinas.
O ministério da Defesa Nacional de Taiwan anunciou hoje ter detetado 13 aeronaves militares chinesas nas imediações da ilha, incluindo caças J-16, J-11 e Su-30, desde as 09:30 locais (02:30 em Lisboa).
Segundo as autoridades taiwanesas, 11 dos aparelhos atravessaram a linha mediana do estreito de Taiwan e entraram nos setores norte, central e sudoeste da Zona de Identificação de Defesa Aérea (ADIZ) declarada por Taipé.
As aeronaves realizaram uma "patrulha conjunta de preparação para combate" com navios da Marinha chinesa, a terceira operação deste tipo em pouco mais de uma semana.
A linha mediana do estreito, que separa Taiwan da China continental, funcionou durante décadas como uma fronteira informal entre as forças militares dos dois lados, embora Pequim nunca tenha reconhecido oficialmente a sua existência.
A China considera Taiwan uma "parte inalienável" do seu território e não exclui o recurso à força para concretizar a "reunificação", posição rejeitada pelo Governo de Taipé, que defende que apenas os 23 milhões de habitantes da ilha podem decidir o seu futuro político.
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