Bruxelas defende Tribunal Especial para Kosovo após condenação de Thaci
A comissária europeia, que tutela também a pasta da Vizinhança, frisou que o TEK é um "órgão judicial imparcial e independente". O antigo presidente do Kosovo foi considerado culpado de crimes de guerra no âmbito do conflito no território entre 1998 e 1999
"O TEK é um órgão judicial imparcial e independente. As suas sentenças devem ser respeitadas e as pessoas condenadas têm o direito de recorrer das mesmas. Trata-se de apurar responsabilidades individuais e fazer justiça às vítimas e às suas famílias de todas as comunidades do Kosovo", indicou Kos numa mensagem nas redes sociais.
A comissária eslovena também apelou aos "atores da região" para que contribuam para "curar as feridas do passado", defendendo que "apenas através da reconciliação" os países da região poderão "ultrapassar as suas divisões e avançar rumo a um futuro comum na União Europeia".
A reação de Bruxelas surge horas depois de o TEK ter condenado Thaci a 25 anos de prisão, após o declarar culpado de crimes de guerra, incluindo homicídio, tortura e detenção ilegal, no âmbito do conflito no território entre 1998 e 1999.
O tribunal indicou que tanto Thaci, que liderou durante a guerra o esquadrão paramilitar albanês do Exército de Libertação do Kosovo (UÇK, na sigla original), como os outros três acusados (Kadri Veseli, Rexhep Selimi e Jakup Krasniqi, altos responsáveis do grupo), são culpados de crimes de guerra pela detenção arbitrária de 385 pessoas, pelos "tratamentos cruéis" infligidos a 49, torturas contra 303, e pelo assassínio de 96 indivíduos.
Os juízes determinaram que todos eles "contribuíram de forma significativa" para o objetivo de atacar pessoas consideradas opositoras dos objetivos políticos e militares do UÇK, incluindo cidadãos albaneses do Kosovo ligados a outras forças políticas ou militares ou associados às autoridades sérvias, bem como membros de minorias como os ciganos ou os sérvios.
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