Bélgica declara emergência nacional após onda de tiroteios em Bruxelas
A nunciou, por isso, o reforço da presença policial na cidade e uma série de outras medidas para reforçar o combate à violência ligada ao tráfico de droga e ao crime organizado, depois de seis tiroteios em quatro dias em Bruxelas e 65 desde o início deste ano.
"Após a nova série de tiroteios em Bruxelas, propus várias medidas concretas para reforçar o combate à violência relacionada com o tráfico de droga e o crime organizado. Estamos numa situação de emergência nacional. O combate ao crime organizado deve ser uma prioridade absoluta para todos os serviços e todos os níveis de poder", escreveu Quintin numa mensagem publicada nas redes sociais.
Entre as medidas anunciadas pelo ministro, noticiadas pela estação televisiva RTL, estão o destacamento de mais um pelotão de infantaria na capital, o reforço das unidades especiais da Polícia e da Polícia Judiciária Federal de Bruxelas e a continuação das operações da Ação Policial Abrangente.
"Para garantir a segurança dos nossos cidadãos, é necessário um esforço adicional. Se não agirmos agora de forma coordenada e firme, continuaremos a atuar 'a posteriori'. Por isso, estamos a reforçar significativamente a presença federal no terreno", sublinhou o responsável.
A região de Bruxelas atravessa um novo pico de violência, com seis tiroteios registados em quatro dias nos bairros de Anderlecht, Saint-Gilles e Molenbeek, elevando para 65 o número total de tiroteios na região desde o início do ano, o mesmo número registado na totalidade do ano passado.
Numa reunião realizada na terça-feira com Quintin, os autarcas dos bairros afetados denunciaram a falta de intervenção federal e exigiram ao ministro uma "abordagem federal", argumentando que o aumento da criminalidade na capital é "um problema nacional", segundo a estação local BX1.
Consideraram também que o reforço da Polícia Federal "é insuficiente" e sondaram a possibilidade de pedirem eles mesmos a intervenção de agentes federais recorrendo ao artigo 43.º da lei sobre a função policial, prevista para casos de ameaça grave e iminente à ordem pública, quando os recursos locais se revelam insuficientes.
O ministro belga defendeu a sua gestão da situação e negou que Bruxelas tenha menos polícias que outras cidades como Antuérpia, atribuindo a situação atual a "entre 20 e 25 anos de indecisão" herdada dos anteriores governos em matéria de segurança na capital.
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