"Todo o empréstimo que se faz, esperamos receber de volta", diz Azul sobre dívida da TAP
A companhia aérea brasileira Azul continua a apostar nos trâmites da Justiça para decidir sobre a cobrança do empréstimo de 189 milhões de euros que fez à então TAP SGPS, agora renomeada Siavilo.
Nesta quinta-feira, 17 de setembro, o vice-presidente Institucional e Corporativo, Fábio Campos, defendeu a posição da empresa durante uma conferência de imprensa em Lisboa.
"Todo empréstimo que se faz, espera-se que se vai receber de volta.
Por isso estamos discutindo isso no âmbito judicial, não tenho muito a acrescentar sobre esse processo", declarou aos jornalistas ao ser questionado sobre a situação.
A reação surge depois do parecer do Ministério Público, revelado pelo Eco , que conclui que a insolvência da antiga TAP SGPS foi fortuita e não culposa, diferente do que alega a Azul.
"O processo está caminhando na Justiça, referente ao empréstimo que a Azul fez para a TAP em 2016, e esse processo continua nos ritos da Corte, não tenho muito o que comentar porque está lá em juízo", afirmou Fábio Campos.
A Azul apresentou a 13 de março deste ano, no Tribunal Cível de Lisboa, uma petição em que reclama à TAP o pagamento dos 189 milhões de euros , decorrentes de um empréstimo obrigacionista.
A companhia aérea brasileira, fundada por David Neeleman, sustenta que a TAP SGPS sempre funcionou como um veículo da TAP SA e que a declaração de insolvência da primeira só foi requerida quando tal se tornou “estrategicamente conveniente”.
A Azul defende que a retirada dos ativos da TAP SGPS para a TAP SA foi arquitetado de forma a evitar o pagamento da dívida.
A empresa brasileira começou a notificar a TAP de uma série de incumprimentos contratuais há dois anos.
"Em 2024, a gente começou a trabalhar, tentando conversar com a TAP para a gente resolver esse nosso ponto e isso não avançou da maneira que a gente gostaria que avançasse.
Infelizmente, a gente teve que obviamente buscar o que está escrito no contrato", disse Fábio Campos ao DN/DV, numa resposta em fevereiro , altura em que a Azul concluiu o seu procedimento de recuperação judicial que correu nos Estados Unidos, conhecido como Chapter 11.
Parceria A situação financeira da companhia na altura do Chapter 11 foi apontada como motivo para a pressão pela cobrança da dívida à TAP.
A passagem de Fábio Campos e outros executivos da Azul por Lisboa é para marcar a celebração pelos dez anos de operação da empresa em Portugal , ocasião em que Fábio Campos aproveitou para destacar um novo momento nesta gestão.
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