Todo mês nasce uma IA melhor. E daí?
Se você sentiu, nas últimas semanas, que é impossível acompanhar o ritmo da inteligência artificial, saiba que não é impressão sua.
E saiba também que o cansaço chegou primeiro em quem trabalha com isso.
Na primeira semana de setembro, quatro dos maiores laboratórios de IA do mundo, Anthropic, Google, Meta e OpenAI, apresentaram novas gerações dos seus principais modelos praticamente ao mesmo tempo, com a chinesa Alibaba na sequência.
No mês, foram oito lançamentos relevantes.
O fenômeno ganhou nome na imprensa internacional: fadiga de modelos.
Executivos do próprio setor admitem publicamente a exaustão, e a guerra de preços que acompanha os lançamentos confirma a leitura de que o modelo em si está virando commodity, disputada a centavos.
Vale lembrar de onde viemos para medir a velocidade.
Em 2023, um novo modelo de ponta era notícia durante semanas, e o líder da época reinou sozinho por mais de um ano antes de ser claramente superado.
Hoje, o posto de melhor modelo do mundo troca de dono em questão de semanas, às vezes de dias.
E nada indica desaceleração: as colunas anteriores desta série mostraram que nem quem constrói essa tecnologia consegue prometer estabilidade no ritmo da própria corrida.
Para o empresário, essa vertigem produz duas reações.
E as duas custam caro.
A primeira é a paralisia.
É o gestor que raciocina assim: se tudo muda todo mês, qualquer decisão que eu tomar hoje estará ultrapassada em breve, então melhor esperar o mercado estabilizar.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.