iPhone 18, IA e pressão de Trump: o que esperar da Apple após troca de CEO
A Apple começa nesta terça-feira (1) uma nova fase.
Depois de quase 15 anos no comando, Tim Cook deixa o cargo de CEO e passa a atuar como presidente-executivo do conselho de administração.
Quem assume no lugar é John Ternus, engenheiro que está na empresa desde 2001 e comandava a área de engenharia de hardware.
A mudança acontece em um momento decisivo para a Apple.
Apenas oito dias após assumir o cargo, Ternus comandará seu primeiro grande evento como CEO, marcado para 9 de setembro e que deve apresentar a nova geração do iPhone .
Especialistas apontam que a troca de comando vem em um momento em que a Apple precisa responder a algumas questões que podem definir seu próximo ciclo.
Entre elas, como transformar inteligência artificial em um diferencial real, como inovar em produtos e como manter sua cadeia de produção funcionando diante das pressões comerciais dos Estados Unidos sobre a China.
Leia Mais Tim Cook deixa comando da Apple após 15 anos; relembre a trajetória do CEO Em carta, Tim Cook se despede da Apple em último dia como CEO Tim Cook deve revelar estratégias de IA em "gran finale" como CEO da Apple O legado de Tim Cook Quando Tim Cook assumiu a Apple, em agosto de 2011 , a principal dúvida era se a empresa conseguiria manter a capacidade de inovação construída por Steve Jobs.
Cook havia sido recrutado pelo próprio Jobs em 1998 e ganhou espaço na companhia principalmente pela experiência em operações e cadeia de suprimentos.
Para o especialista em tecnologia e inovação Arthur Igreja, havia uma desconfiança natural sobre a sucessão.
“Quando Tim Cook entrou, havia muita desconfiança sobre o futuro da Apple.
Era preciso lembrar o tamanho do Steve Jobs, e existia a suspeita de que a empresa poderia perder a aura de inovação sem ele.
Alguns até diziam que o sucesso estava relacionado a uma espécie de roadmap que Jobs teria deixado e que, depois disso, poderia se esgotar”, explicou.
A trajetória de Cook mostrou o contrário.
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