Caso Eduarda Shigematsu: após confessar crime, pai é condenado a 23 anos; avó é absolvida
O Tribunal do Júri de Maringá condenou Ricardo Seidi Shigematsu a 23 anos, 6 meses e 22 dias de prisão pela morte da filha, Eduarda Shigematsu, de 11 anos .
Os jurados também absolveram Terezinha de Jesus Guinaia , avó paterna da menina, das acusações de ocultação de cadáver e falsidade ideológica.
Além da condenação em regime fechado, Ricardo também terá de pagar R$ 90 mil a mãe da menina como indenização.
Foto: Reprodução/Redes sociais/PCPR O julgamento terminou nesta quinta-feira (17), após dois dias de sessão e mais de sete anos desde a morte de Eduarda.
Na véspera, Ricardo protagonizou a principal reviravolta do caso ao confessar, pela primeira vez, que matou a própria filha.
Além da pena, a Justiça determinou que Ricardo pague R$ 90 mil de reparação mínima por danos morais à mãe de Eduarda .
Polícia denuncia quatro por morte de jovem que caiu do 14º andar ao fugir de sessão de tortura em Londrina Pai de Eduarda Shigematsu muda versão e confessa crime Durante o interrogatório no Tribunal do Júri , Ricardo confirmou que matou Eduarda .
Em seguida, informou que permaneceria em silêncio.
A declaração mudou a versão que ele sustentava desde o início da investigação.
Até então, Ricardo dizia que encontrou a filha morta por enforcamento e escondeu o corpo por medo de ser responsabilizado.
Após oito adiamentos, pai e avó de Eduarda Shigematsu vão a júri popular em Maringá A acusação apontou contra ele homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica .
No homicídio, o Ministério Público do Paraná (MPPR) sustentou qualificadoras relacionadas ao meio cruel, à dificuldade de defesa da vítima e ao feminicídio, além do aumento de pena previsto para crimes contra menores de 14 anos.
Terezinha respondia por ocultação de cadáver e falsidade ideológica .
Na época do crime, ela tinha a guarda judicial de Eduarda e chegou a ser presa durante a investigação.
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