Pai de Eduarda Shigematsu confessa assassinato da filha pela primeira vez e é condenado a 23 anos de prisão no Paraná; avó foi absolvida
Justiça mantém júri do caso Eduarda Shigematsu para 16 de setembro Ricardo Seidi Shigematsu confessou ter assassinado a filha Eduarda Shigematsu, de 11 anos, durante o júri popular do caso.
Ele foi condenado a 23 anos, 6 meses e 22 dias de prisão.
A avó Terezinha de Jesus Guinaia foi absolvida.
Além disso, a Justiça determinou que Ricardo pague uma reparação mínima de danos morais de R$ 90 mil para a mãe da vítima.
O júri popular começou na quarta-feira (16) e foi concluído nesta quinta-feira (17).
O julgamento de pai e avó aconteceu em Maringá, no Norte do Paraná, sete anos após o crime e depois de oito adiamentos.
Em abril de 2019, a criança foi encontrada morta dentro de um buraco, em um dos imóveis da família em Rolândia, na mesma região do estado.
Antes, ela havia sido dada como desaparecida pela avó.
A investigação da Polícia Civil (PC-PR) e a denúncia do Ministério Público (MP-PR) identificaram que Eduarda foi esganada pelo pai e teve o corpo ocultado.
Depois, pai e avó tentaram dificultar as apurações. ✅ Siga o g1 Londrina e região no WhatsApp Conforme o MP, a avó tinha a guarda judicial da criança e contribuiu para a morte dela, ao permitir que ficasse sob os cuidados do pai.
Além disso, Ricardo rejeitava a menina e "não respondia sequer por seus cuidados básicos".
O g1 procurou a defesa de Ricardo e Terezinha e aguarda retorno.
Terezinha de Jesus Guinaia, Eduarda Shigematsu e Ricardo Seidi Shigematsu.
RPC/Reprodução/Redes sociais Ricardo responde por homicídio qualificado (uso de meio cruel, recurso que dificultou defesa da vítima e feminicídio), ocultação de cadáver e falsidade ideológica.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Paraná.