Cassação e afastamentos: veja o que se sabe sobre investigação e perda de mandato da prefeita de Praia Norte
Câmara Municipal de Praia Norte publica cassação da prefeita A Câmara de Vereadores de Praia Norte, no Tocantins, cassou o mandato da prefeita Bruna Gabrielle Neves (PSD), conhecida popularmente como Bruna do Ho Che Min, em uma sessão extraordinária realizada na última sexta-feira (21).
A cassação foi consolidada por sete votos favoráveis, alcançando o quórum de dois terços dos parlamentares necessários para a perda definitiva do cargo.
Simultaneamente à perda do mandato no Legislativo, a Justiça Estadual determinou um novo afastamento de Bruna Gabrielle por 90 dias, a fim de evitar o comprometimento de investigações em andamento.
A prefeita estaria envolvida em um esquema estruturado de desvio de recursos públicos estimado em R$ 4,4 milhões.
Os constantes desdobramentos colocaram Praia Norte no centro de uma complexa disputa jurídica no Tocantins.
Veja o que se sabe sobre o caso: Bruna Gabrielle Neves Pires de Araújo (PSD) Divulgação/Prefeitura de Praia Norte Quais foram os motivos que levaram à cassação do mandato? A perda do mandato foi motivada por infrações político-administrativas detalhadas em dois pedidos de impeachment aceitos pela Câmara em junho.
A primeira denúncia aborda irregularidades graves em contratos municipais sob suspeita de fraude que totalizam R$ 4.487.991,21.
A segunda denúncia aponta falhas no repasse integral e obrigatório do duodécimo ao Poder Legislativo municipal durante o ano de 2025.
Embora a gestão tenha regularizado as pendências financeiras antes do término de 2025, o atraso gerou crime de responsabilidade por ter sido efetuado fora das datas regulamentares.
A cassação foi oficializada com a publicação do decreto legislativo após o Plenário da Casa registrar sete votos favoráveis na sessão extraordinária de sexta-feira.
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A firma foi constituída apenas sete dias após o primeiro contrato com a prefeitura e estava registrada em nome de Francisca de Araújo Santos, uma servidora pública que recebia salário de R$ 2.435,24, mas declarou um capital social incompatível de R$ 800.000,00.
Além da incompatibilidade financeira, a empresa não possuía sede física, funcionários ou maquinário próprio.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Tocantins.