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Os brasileiros que ainda falam esperanto, língua criada para unir povos

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Os brasileiros que ainda falam esperanto, língua criada para unir povos

Criado no fim do século XIX pelo polonês Lazar Ludwig Zamenhof (1859-1917) com a proposta de facilitar a comunicação entre diferentes povos, o esperanto nunca se tornou a língua oficial de nenhum país.

Ainda assim, mais de um século depois, continua sendo estudado e falado por pessoas que enxergam na língua mais do que uma curiosidade, inclusive no Brasil.

São perfis variados, como poliglotas, integrantes de movimentos sociais e religiosos, defensores dos direitos humanos e, mais recentemente, jovens que chegaram ao idioma por plataformas digitais.

Presidente da Associação Esperantista do Estado do Rio de Janeiro (Aerj), Marcio Santos conta à coluna GENTE que o ponto em comum entre muitos dos entusiastas está o interesse social ou cultural, sem necessariamente esperar um retorno financeiro.

Estimar um número de esperantistas, porém, não é uma tarefa simples.

Como é aprendida como segunda língua, não existe um levantamento preciso capaz de distinguir quem apenas estudou de quem efetivamente a utiliza.

“Se consideramos todos que já aprenderam a língua poderíamos pensar em aproximadamente dois milhões.

Mas se considerarmos os fluentes na língua talvez uns duzentos mil no mundo”.

Ainda que não haja um censo oficial que meça o número de falantes de esperanto no Brasil, estimativas apontam que existem cerca de 50 mil a 150 mil pessoas que conhecem ou falam a língua no país. (Agora a coluna GENTE também está no Instagram.

Siga o perfil @veja.gente ) Para seus defensores, a ideia é permitir que diferentes culturas mantenham suas próprias línguas enquanto ganham uma forma de comunicação compartilhada.

Continua após a publicidade “Todos os povos respeitando suas culturas, suas línguas, sejam muito ou pouco faladas, vivendo numa maior harmonia”, explica Marcio.

Há ainda uma característica que Santos chama de capilaridade: “Quem aprende inglês, espanhol ou francês, por exemplo, fica preso ao contato com os falantes daquela língua.

Já quem aprende esperanto pode falar com qualquer outro esperantista de qualquer país.

É uma língua que está em toda parte, apesar de não ter um grande número de falantes.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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