Campanha presidencial pega fogo, mas ainda não comove os eleitores
Desde o início do ano, o noticiário político é dominado pela eleição presidencial, incluindo na conta o impacto em diferentes candidaturas das investigações sobre dois grandes esquemas de corrupção, o do Banco Master e o da roubalheira bilionária contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social ( INSS ).
Muito já se falou sobre as dificuldades de Lula para recuperar popularidade, de seu pacote de bondades estimado em cerca de 200 bilhões de reais e da forma como ele se beneficia dos erros dos adversários, internos e externos, para ganhar fôlego no eleitorado.
Sem uma marca em seu terceiro mandato, o presidente aproveitou o tarifaço imposto pelo governo Trump, sob aplausos de familiares de Jair Bolsonaro, para se abraçar à bandeira da defesa da soberania nacional.
Muito se falou também sobre as dificuldades de Flávio Bolsonaro .
Entre elas, os desgastes provocados pela revelação de que o senador pediu 134 milhões de reais para Daniel Vorcaro, o encrencado dono do Master, e pelo vídeo em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro acusa o enteado de humilhá-la e desrespeitá-la.
Os dois casos prenunciavam para alguns a morte da postulação presidencial do Zero Um.
Não foi o que ocorreu.
Segundo pesquisa Quaest divulgada na sexta-feira 14, Lula tem 43% na simulação de segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que marca 40%.
Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, eles estão empatados tecnicamente.
Continua após a publicidade Lula x Flávio: surpresas e reviravoltas da corrida eleitoral Eleitor distante Apesar de a campanha pegar fogo no mundo político, ela ainda está distante de fatia importante dos eleitores.
Levantamento Genial/Quaest divulgado em 5 de agosto revelou, por exemplo, que apenas 41% dos entrevistados ficaram sabendo da reconciliação de Flávio Bolsonaro com Michelle Bolsonaro.
O armistício na família foi festejado como um gol de placa, mas não chegou ao conhecimento da maior parte da torcida (59%).
Continua após a publicidade A maioria, por sinal, nem tem candidato a presidente na pesquisa espontânea — aquela em que o entrevistador não apresenta a lista dos postulantes ao cargo.
Nesse cenário, conforme a pesquisa Quaest divulgada na sexta-feira 14, 51% não citam um escolhido, 25% mencionam Lula e 19% escolhem Flávio Bolsonaro.
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